Consultoria de Imagem


O Guia

Uma nova profissão suscitada pela mudança incessante nas condições da vida contemporânea, a de personal stylist.

A aparência pessoal, em seu item referente à maneira como homens e mulheres se vestem no dia-a-dia e nas ocasiões para além da rotina, tem hoje importância decisiva. E não se deve isso a um suposto predomínio da futilidade sobre a seriedade; deve-se principalmente ao fato de que, num mundo apressado e competitivo, a “imagem externa” que projetamos exerce papel de destaque.

As citações populares nos dizem significativas verdades. É o caso, por exemplo, de “o hábito faz o monge”. De fato nós nos denunciamos por aquilo que vestimos. Nossas roupas são verdadeiras formas de comunicação não-verbal. Vestimo-nos para nós, e, especialmente, para os outros. A ação de cobrir o corpo comunica quem somos, o que fazemos, do que gostamos, o que desejamos, de onde viemos, qual o nosso papel social, entre outras coisas. E assim criamos modos, maneiras, comportamentos, atitudes e, por extensão, moda.

Porém, como funciona o mecanismo desta tal moda? O que gera e o que faz ser o que é? Seja por pudor, por adorno e/ou proteção, o ser humano um dia cobriu seu corpo. A religião nos ensina que assim foi o por vergonha, uma vez percebida a nudez. A antropologia, no entanto, nos diz que o homem o fez por adorno e por proteção.

O homem imitou a natureza ao observar penas coloridas nas aves, escamas brilhosas nos peixes, manchas nas peles de animais, etc. E, pela vontade de imitar os demais do grupo e de se diferenciar deles, o homem se adornou, se enfeitou e ganhou destaque. Mas também se cobriu por necessidade de proteção, seja contra as intempéries, seja contra as agressões como atritos, picadas e mordidas de animais ou contra o choque da queda. E assim surgiu o hábito de cobrir o corpo.

Roupas sempre foram diferenciadores sociais, independentemente de ser moda ou não. O conceito de moda, por sua vez, surgiu entre os séculos XIV e XV da Era Cristã e se dinamizou no tempo ao criar mecanismos próprios de sobrevivência. A moda também é um estratificador social, todavia com a dinâmica de mudança de sazonalidade, ou seja, a durabilidade de um padrão por um determinado período de vigência.

Eis aí o conceito de moda: a vontade de diferenciação pelo gosto do novo. No entanto moda não se refere somente às roupas, mas a tudo que vigora por um determinado período. É o ar de um tempo em diversos contextos como, entre outros, a música, a arquitetura, a decoração, o automóvel, os objetos, e também as roupas e os elementos que compõem como cor, forma, volume, textura. No entanto, ao nos referirmos à “moda”, imediatamente nos lembramos dos objetos e formas vestíveis.

A moda é tão compreensível quanto paradoxal. Queremos usar algo para nos diferenciarmos, porém acabamos ficando iguais a todos aqueles que também querem se diferenciar com aquilo que é considerado novo ou pelo menos novidade. É o coletivo que gostaria de ser único; é a massa que gostaria de ser individualizada; é o povo que gostaria de ser indivíduo; é o objetivo que gostaria de ser subjetivo. Eis o antagonismo da moda. O que deveria nos caracterizar acaba nos descaracterizando. A moda deveria nos tornar único, mas nos torna um a mais.

Daí então a necessidade do estilo. Este sim está inicialmente ligado à subjetividade, à individualidade, à unicidade, à diferenciação entre os demais. Moda em si é o estilo proposto por alguém que foi diluído e aceito pelo grande público e conseqüentemente tornou-se coletivo. Contudo, com o passar do tempo, a moda, registro fiel de um momento, volta a ser estilo ao documentar os valores estéticos de um determinado período. Assim é a trajetória da moda. E esta é tão exigente que verdadeiramente torna-se autodestruidora ao aniquilar uma vigência para lançar algo diferente para ser sobreposto. A natureza da moda é assim mesmo; é a constante mudança em busca do inusitado, do ineditismo e da inovação para conseqüentemente atingir o uso generalizado e posteriormente decair; e os novos aspectos surgem para indicarem o novo padrão, que futuramente, vai declinar. A moda não chega a ser cíclica, mas helicoidal, uma vez que o fator tempo não a deixa voltar ao mesmo lugar, mas a uma proximidade à referência anterior.

O homem, por vaidade da condição humana e da vontade de ser diferenciar, valoriza a moda. E, já que o fator é a diferenciação, vale a pena observar como somos e nos adequar com bom senso ao cobrirmos o corpo.

Moda tornou-se plural; o que facilita e ao mesmo tempo dificulta o ato de cobrir o corpo devido às diversas possibilidades de fazê-lo. Não existe mais uma única verdade vestível e sim várias, que se apresentam de acordo com o nicho-alvo, daí as inúmeras possibilidades de estar na moda, amparadas pelas incontáveis oportunidades de se informar pelos veículos de comunicação que se tornaram populares no final do século XX e início do XXI.

Então, o que faz um personal stylist? Como é retratado e qual o contexto desse trabalho? O que é imprescindível para se ingressar no mercado com sucesso? Quem são seus clientes? É uma área de trabalho bem renumerada? O personal stylist é um consultor de estilo particular, que trabalha com uma clientela seleta e específica. A função de um personal stylist é indicar o tipo de roupa que fica bem para a pessoa dentro do estilo pessoal dela, conciliando o tipo físico com o “eu” interior, fazendo com que a pessoa se sinta confortável e confiante em suas roupas. Ele indica que tipo de roupa a pessoa deve usar mas deixa a decisão final para o cliente; enfim ele orienta o cliente em como e quando usar determinadas roupas.

Postagens mais visitadas deste blog

Estilo Brasileiro, Zuzu Angel misturava seu estilo à temas regionais e folclóricos

Estilo Brasileiro, Vera Arruda desenvolvia um trabalho tipicamente brasileiro

Estilo Brasileiro, Valdemar Iódice desenvolve uma moda jovem imprimindo personalidade em sua grife