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BELEZA: Cirurgia plástica na infância pode?

Com a chegada do Dia das Crianças, especialista comenta sobre procedimentos que podem (e às vezes até devem) ser realizados com pouca idade. Foto: Divulgação

Dia 12 de outubro é comemorado o Dia das Crianças, e, além dos comuns presentes que elas ganham, essa também é uma data que serve como oportunidade para ter como foco os pequenos, discutindo aquilo o que é importante para eles. Além de as possíveis discussões sobre os direitos e deveres das crianças, um assunto que cada vez ganha mais destaque entre os pais dos pequenos são aqueles ligados à cirurgia plástica. E os números não mentem: em 2009, jovens de até 18 anos já representavam 12% do total do mercado de cirurgias plásticas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Isso representa um total de 80 mil cirurgias/ano, um número que cresceu quase 500% em 15 anos.



Acredita-se que esses números tiveram tamanho aumento devido aos avanços das técnicas cirúrgicas e anestésicas, que tornaram os procedimentos estéticos e reparadores mais confortáveis e seguros, tanto para as crianças quanto para os pais e médicos. Dessa forma, é muito incomum ser submetido a uma cirurgia na infância e ter más lembranças do procedimento: pelo contrário, o tratamento bem realizado pode trazer grandes benefícios no âmbito estético, no desenvolvimento da personalidade da criança e na satisfação dos pais.



Segundo o Dr. Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba – PR, as cirurgias reparadoras são as mais realizadas em crianças de até três anos de idade, e normalmente são aquelas que corrigem as más formações inatas, como, por exemplo, fissuras de lábio e palato. “A cirurgia para correção da fissura labial pode ser realizada, em alguns casos, já nos três primeiros dias de vida, dependendo da avaliação do cirurgião”, comenta o especialista.



Quando se trata da estética, a cirurgia mais procurada para as crianças é a otoplastia, a correção das “orelhas de abano”. Esse é um procedimento que só pode ser realizado após os quatro ou cinco anos de idade, quando a orelha já está desenvolvida o suficiente, e pode impactar de forma muito positiva a vida da criança. Pacheco comenta que, quando necessário, é indicado realizar esse procedimento quando a criança ainda está na fase pré-escolar, assim é evitado um possível problema de socialização entre as outras crianças – já que esse pequeno “defeito” pode ser motivo de chacota entre os colegas de turma.



Outras cirurgias plásticas bastante realizadas nessa faixa etária são as reparadoras, isso porque muitos acidentes domésticos envolvendo crianças acontecem nessa idade, ocasionando, entre outros problemas, queimaduras e fraturas, que podem ter seus efeitos e sequelas minimizados ou até resolvidos por meio dos procedimentos plásticos. Tumores congênitos de face, cabeça e pescoço também são frequentemente operados, assim como são comuns as cirurgias para corrigir cicatrizes de aspecto inadequado.



Outras deformidades que podem – e devem – ser corrigidas ainda na infância são a Polidactilia (excesso de dedos) e Sindactilia (dedos colados), a Microtia ou agenesia de orelha, - a ausência parcial ou total do pavilhão auricular - e Nevus, as pintas, que podem ser gigantes – e quando isso acontece, exigem um grande número de intervenções para remoções parceladas, já que a retirada total pode deixar sequelas.



Apesar de todos os problemas apresentados anteriormente, Pacheco ressalta que diante de qualquer deformidade que a criança venha apresentar, as mães de hoje em dia podem ficar tranquilas. “A ciência médica possui soluções bastante razoáveis para quase todos os problemas, portanto, quando se deparar com qualquer incômodo, procure um médico que possa lhe auxiliar a resolver os problemas”, conclui o cirurgião.



Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715)



Cirurgião Plástico















Fone: (41) 3022-4646 e 4141-4424



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