MARCAS e ESTILISTAS: Vivienne Westwood, a mãe do punk.

Vivienne Westwood, nascida Vivienne Isabel Swire (Tintwistle, 8 de abril de 1941) é uma estilista inglesa responsável pela moda punk e new wave modernas.

Aos 17 anos mudou-se para Londres. Lá dava aulas de inglês e casou-se com seu primeiro marido, Derek Westwood, com quem teve um filho. Estudou por pouco tempo moda na Faculdade de Arte de Harrow, mas não acreditava que uma pessoa como ela pudesse viver no mundo da arte.

Influenciada pelo clima rebelde da década de 1960 decidiu divorciar-se, conheceu seu futuro sócio, Malcolm McLaren, casou-se com ele e teve outro filho.


A relação profissional entre Vivienne e Malcolm fez com que em 1971, inspirados pelo rock original dos anos 50 fundassem sua primeira loja, Let it Rock. A partir disto a estilista começou a criar roupas visando o público marginalizado das periferias de Londres. Devido a uma série de polêmicas e problemas com a justiça mudaram o nome da loja várias vezes, sendo o último e mais conhecido o nome Sex. Na mesma época seu marido era produtor da banda Sex Pistols, uma das primeiras grandes bandas punks existentes. Como Vivienne vestia aquela, entre outras bandas, ficou conhecida como “estilista-punk”, título que é atribuído a ela até hoje.

Com o passar dos anos o movimento foi perdendo força, e com ele a sua moda.

Em meados da década de 1980 ela se divorcia e muda-se para a Itália, passa a dar aulas na Academia de Artes Aplicadas de Viena, onde conhece seu atual marido Marc Andréas.

Em 1981 Vivienne cria então sua primeira coleção, Pirates, apresentando looks com cortes inspirados nos século XVII e XVIII; algo mais romântico com um olhar histórico.

No ano seguinte desfila em Paris, que desde Mary Quant não apresentava desfiles de ingleses. Terminado seu casamento com Malcolm McLaren, e com seus horizontes expandidos passa a criar roupas ligadas à história da moda e do mundo, com muito exagero, e cores gritantes. Seu nome aparecia cada vez mais forte na moda.


Em 1987 fez sua primeira coleção para o público masculino mostrando muito erotismo. No início dos anos 1990 eu tive o prazer de não só participar da equipe de produção no seu desfile durante a FENIT, como fui um dos membros da equipe que levou a trupe inglesa para conhecer a noite paulistana e posso confessar-lhes que fiquei encantado com o profissionalismo e disposição da estilista. Nos anos seguintes continuou causando polêmica, como em 1994, em que os bumbuns das modelos ficavam expostos na passarela. O estilo escocês virou um padrão em suas coleções, normalmente ironizado, como em 1997 que criou baseado neles, roupas femininas sensuais e coquetes.

Nunca perdeu sua identidade e sempre se mostrou atenta aos acontecimentos do mundo lançando roupas inusitadas, como uma camiseta com a frase “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”, feita em edição limitada protestando contra as duvidosas leis anti-terroristas adotadas pelo governo inglês depois dos ataques em Londres no ano de 2005.

Vivienne é o centro da moda inglesa há 34 anos, influencia gostos, pessoas e atitudes. Seu sucesso proporcionou uma retrospectiva no Museu Victoria & Albert de Londres; exibição com 150 peças e passagens significativas de sua vida e carreira. Foi apontada no livro Chic Savages como um dos seis melhores estilistas do mundo, e como estilista do ano duas vezes. Aos 64 anos ganhou o titulo de Lady da Rainha Elizabeth II da Inglaterra.


Ela é excêntrica, provocadora e irreverente. Cria roupas com motivos políticos, críticas sociais, temas eróticos, com muito preto, vermelho, cores fortes, couro, correntes e rasgos. Mescla a cultura jovem com o tradicionalismo, tudo sempre inusitado. Seus ícones são espartilhos, saltos plataformas, tecidos originalmente britânicos, exageros no corte e na forma, saias com movimento e terninhos.

Vivienne procura sempre deixar bem clara sua opinião e seu gosto, desde suas primeiras criações. É atenta aos acontecimentos do mundo, procurando transparecer em suas roupas os seus ideais, de preferência de forma inusitada e diferente.

Vivienne na época de colégio customizava suas roupas. Cortava o uniforme para dar mais movimento à saia, e deixá-la mais fashion.

Firme em suas convicções, a criadora britânica não abre mão de ser arrojada e de pincelar as suas coleções com deliciosas referências punk.

"Hoje as pessoas querem ser rebeldes, mas eu não acho que haja espaço para elas, porque a única e verdadeira rebeldia está relacionada a ideias, e não houve nenhuma ideia no século XX. Hoje em dia, tudo é ditado pela indústria de massa e pela propaganda. Minha moda não é para todos - você precisa ter algo de muito forte em sua personalidade para querer vestir minhas roupas.”

Vivienne Isabel Swire, nascida em Derbyshire, Inglaterra, aos 17 anos, mudou-se para Londres e algum tempo depois passou a dar aulas de inglês e casou-se com Derek Westwood, um diretor de uma escola de dança, com quem teve seu primeiro filho.


Influenciada pelo clima rebelde e liberal do final dos anos 60, a até então pacata mãe de família terminou seu casamento e iniciou uma viagem por uma vida completamente nova, pautada por muita polêmica e ousadia.

Vivienne conheceu Malcolm McLaren, que tornou-se rapidamente seu segundo marido. McLaren era um crítico do movimento flower power, pois o considerava sem sentido e comercial.

Juntos, em 1970, buscaram nos anos 50 a inspiração para a criação de sua primeira loja, chamada "Let It Rock" e localizada no número 430 da Kings Road. Lá, eles vendiam objetos e roupas que lembravam Elvis Presley e o rock and roll original da época.

Com McLaren, a designer teve seu segundo filho, Joseph Corre, que atualmente é dono de uma das lojas de lingerie mais famosas de Londres, a Agent Provocateur.Westwood é sem dúvida alguma, uma das figuras mais importantes e reconhecidas do design britânico. Começou então a criar suas próprias roupas, pensando nos que vivem à margem da sociedade, negros e rockers. Em 1972, a loja passou a chamar-se "Too Fast to Live, Too Young to Die".

Em suas coleções destacavam-se as peças em couro, t-shirts com estampas eróticas, motivos africanos, entre outros. Somente em 1974, sua loja já com o novo nome "SEX" trazia inspirações fetichistas, t-shirts rasgadas e aviamentos representativos do movimento punk. Nessa época, Malcolm havia se tornado produtor da banda punk mais influente da época, os Sex Pistols, também vestidos pela estilista.

"...na época, não me via como estilista. Procurávamos motivos de rebelião para provocar o stablishment. O resultado dessa procura foi a estética punk". Em meados da década de 80 ela se divorcia e muda-se para a Itália, passando a dar aulas na Academia de Artes Aplicadas de Viena, onde conhece seu atual marido Marc Andréas.

Em 1981, Vivienne cria então sua primeira coleção, Pirates, apresentando looks com cortes inspirados nos séculos XVII e XVIII, romantismo vitoriano muito explorado pela estilista anos depois.

Em 1987 fez sua primeira coleção para o público masculino mostrando muito erotismo. O estilo escocês virou um padrão em suas coleções, normalmente ironizado, com a criação de roupas femininas sensuais e coquetes.

Nunca perdeu sua identidade e sempre se mostrou atenta aos acontecimentos do mundo lançando roupas inusitadas, como uma camiseta com a frase “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”, feita em edição limitada protestando contra as duvidosas leis anti-terroristas adotadas pelo governo inglês depois dos ataques em Londres no ano de 2005.


Vivienne é o centro da moda inglesa há 34 anos, influencia gostos, pessoas e atitudes. Seu sucesso proporcionou uma retrospectiva no Museu Victoria & Albert de Londres com exibição com 150 peças e passagens significativas de sua vida e carreira. Foi apontada no livro Chic Savage como uma das seis melhores estilistas do mundo, e como estilista do ano duas vezes. Aos 64 anos ganhou o titulo de Lady da Rainha Elizabeth II.

Poucas pessoas tiveram uma história de vida tão extraordinária quanto a inglesa Vivienne Westwood. Figura central do movimento punk na Inglaterra em meados dos anos 70, ela se transformou em uma das estilistas mais importantes e influentes da atualidade. Misturou subversão com inovação. Celebrou seu país e a anglomania que, sem trocadilhos, virou nome de mais uma de suas marcas.


Vivivenne Westwood nunca comprometeu os seus ideais e os seus conceitos de moda. Provocou e chocou como poucos e hoje seu nome conquistou o respeito do mundo da moda.

Seu nome também é sinônimo de moda britânica, de história e de grandes mudanças. Foi e ainda é através da moda que Dame Westwood mudou a maneira de pensar de muita gente. Depois de ser eleita três vezes estilista do ano na Inglaterra, recebeu em 2006, o título de Dame (o equivalente ao de Sir para os homens).

Westwood é uma revolucionária. Aprendeu moda sozinha, como autodidata e espalhou suas idéias mundo afora. É também uma pioneira. Foi a primeira a levar elementos do dia-a-dia britânico para as passarelas. Usou materiais e tecidos típicos como o tartan (xadrez), trouxe elementos da história para a moda e fez do punk mais do que um simples modismo, uma tendência até hoje levada a sério. Para ela, "roupas proporcionam uma vida melhor".


O começo

Eleita como uma das mais importantes estilistas do século 20 pela bíblia fashion WWD, e reverenciada por todos no mundo da moda, Westwood foi a primeira inglesa a merecer uma restrospectiva que aconteceu em 2004, no Victoria & Albert Museum em Londres, resultado de sua influência mundo afora.

Foi graças a Westwood que o punk entrou para a história como um dos grandes movimentos da moda do século 20.

Nascida em 1941 em Derbyshire, Vivienne Westwood se mudou para Londres ainda adolescente, aos 17 anos. Depois de lecionar em Londres, criou, nos anos 70, o visual punk, com suas roupas rasgadas e visual sexualmente explícito e fetichista. Com materiais como couro, borracha, tartan e bondage (amarrações) vestiu bandas como Sex Pistols e Adam & the Ants e, de 1971 a 1983, foi proprietária da badalada loja Sex, na rua King's Road, epicentro do movimento punk em meados dos anos 70.

Em uma palavra, ela sacudiu a moda e o establishment. Provocou grandes mudanças de comportamento na Inglaterra e no mundo. O efeito bombástico da revolução foi tal que os seus efeitos ainda são sentidos em 2007.


O Pós Punk

Excêntrica, Vivienne Westwood foi a representante de um cultura jovem, urbana e anárquica e que até hoje aponta caminhos e estabelece comportamentos. Antes que o fenômeno punk acabasse, apresentou sua versão para uma moda romântica e levou às passarelas a moda New Romantic. Lançou o look "pirata" em desfile. O ano era 1981 e os precursores da tendência eram os rapazes de uma banda nova Adam & the Ants. Afinal, música e moda sempre andaram juntas, uma influenciando a outra e naquela época não iria ser diferente.

Nessa mesma época, a estilista, volta às origens de intelectual e junta toda sua criatividade à sua cultura clássica, suas leituras e seus estudos. Faz o seu primeiro desfile em Paris, em março de 1982.

Entrar para o circo da moda não a fez abandonar as suas características marcantes, a subversão e a anarquia. Westwood apenas toma um rumo diferente para mostrar o que sabe sobre moda e suas teorias. Para ela, é extremamente importante olhar para o passado. Começa uma nova fase, na qual recria a moda no seu sentido mais clássico, sem perder de vista o seu conteúdo sexual e libertador. Se a sua moda é de difícil entendimento, a sua atitude e postura são claras. "A única razão na qual estou na moda é para destruir a palavra conformismo", disse em uma de suas entrevistas. E, como boa rebelde, nunca se vendeu em troca de sucesso e dinheiro.

A inglesa inicia então uma detalhada pesquisa histórica que a conduz a novos caminhos. Apesar da mudança de rumo, a mensagem é a mesma. Moda exige personalidade. De quem faz e de quem usa. Seu plano: buscar nos elementos do vestuário feminino, como o corselet e a crinolina, o jeito de provar a sua tese. Outro talento é o abundante uso de tecidos que usa para criar silhuetas pouco convencionais. Em Paris, leva finalmente para as passarelas uma releitura histórica e única da moda. Desconstroí roupas dos séculos 17 e 18 adaptando-as para os novos tempos.


O império

Para a crítica e jornalista de moda Suzy Menkes, nenhuma outra estilista criou tanta controvérsia, mostrou uma energia tão gritante através de sua moda, ou criou roupas que vibram com tamanha paixão. Pudera. Westwood, com a sua personalidade única, se aliou à cultura de rua e promoveu roupas sexuais. Foi antítudo, agressiva, irreverente e, acima de tudo, ousada. Explorou extremos, transformou roupas, intelectualizou a moda e manteve um frescor pouco visto. Ainda desfila em Paris e mostra sua linha masculina, MAN, em Milão.

Hoje a sua conduta é outra. Não desafia mais as regras do mundo da moda, mas continua uma estilista profilica, com uma única diferença. É agora dona de um império. Suas lojas estão presentes nos quatro cantos do planeta. Na Inglaterra, são oito no total, em cidades como Londres (três), Manchester, Newcastle e Leeds. Possui ainda uma em Milão, duas em Moscou e cinco em Taiwan. O império Vivienne Westwood tem domínios em Hong Kong com quinze flagships, na Koreia são quatro e no Oriente Médio são mais cinco boutiques . Só no Japão são cinquenta pontos de venda e dez lojas próprias, espalhadas em dezesseis cidades. Ao todo são quinhentos pontos de venda no mundo, passando ainda pela China, França e África. Nos Estados Unidos são sessenta multimarcas que comercializam seus produtos.

Além da Anglomania, possui uma segunda marca chamada Red, que criou em 1999, ano em que inaugurou sua primeira loja nos EUA. Em 2008, inaugura uma nova loja em Nottingham, além de uma linha jóias.

Afiada como sempre, diz: "É muito difícil ser vanguarda hoje em dia. As pessoas se acostumaram com tudo".

Trinta anos depois de implodir o sistema da moda, Vivienne Westwood continua desafiando as convenções.

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