DESENHO TÉCNICO DO VESTUÁRIO: a constituição por meio de uma base.


  Todos os autores concordam que o desenho técnico do vestuário deve ser desenvolvido com o auxílio de uma base. Na maioria das vezes, essa base se constitui no desenho do próprio corpo e sua configuração costuma seguir os princípios de construção do cânone de proporção.

 Apesar de ser um ponto comum entre eles, o que se percebe é que na sua concepção, a construção dessa base acaba seguindo parâmetros diferenciados conforme cada opinião. Para uns, a construção da base de corpo é constituída por meio de um cânone de oito partes e meia, em posição estática. Para outros, a construção dessa mesma base parte de uma figura mais alongada, que distorce a proporção do padrão de corpo real. Outros ainda, consideram que essa base deve ser desenvolvida nas proporções de uma figura mais próxima do cânone natural estabelecido pelo padrão de oito partes iguais. Na construção do desenho técnico do vestuário por meio de uma base. Há parâmetros diferenciados entre as bases de corpo: oito partes, oito partes e meia ou ainda nove partes e meia.

 Essa diversidade de parâmetros para a construção da base do corpo conseqüentemente provoca relações diferenciadas na proporção da representação do vestuário, gerando resultados que podem não corresponder a real configuração do produto, trazendo com isso problemas na interpretação do desenho técnico. Um exemplo desse fenômeno, basta comparar dois modelos idênticos construídos em bases de proporções diferentes.

 Existe a possibilidade também da base do desenho técnico do vestuário configurar-se em um outro tipo de estrutura que não seja necessariamente o corpo. Alguns autores preferem substituir a base de corpo por uma base de manequim técnico. Independente da escolha adotada (se a base de corpo ou a base de manequim técnico), observa-se que a lógica da aplicação desse fundamento está diretamente atrelada à adequada escolha da proporção formal dessa estrutura.

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