PESQUISA DE MODA: o uso de mapas conceituais no processo.



 Numa análise metodológica dos Cadernos de Inspirações para o Design de Moda nota-se que o uso de mapas conceituais no processo de pesquisa para a identificação de tendências de curto e médio prazo em comportamento de consumo em moda, serve como uma ferramenta metodológica de apoio à construção desses Cadernos de Inspirações.

 Atualmente os departamentos de desenvolvimento de produtos nas indústrias ligadas ao setor de Moda preocupam-se em atingir os desejos de seus consumidores e compreender os hábitos, a formação de grupos, os gostos e os movimentos culturais dos quais estes consumidores são adeptos. Porém, ao mesmo tempo, estas empresas do mercado de Moda buscam ampliar mercados, imprimir “identidade” ao produto, diversificar a produção, “personalizar a marca”, entre outros. Todas estas exigências contribuem para que o Departamento de Design de Moda (ou desenvolvimento de produto) seja fortalecido como um setor estratégico na empresa, assim, as informações e diretrizes adotadas em relação ao produto são, cada vez mais, alvo da atenção empresarial.

 O departamento de Design tornou-se, portanto, um centro criativo onde as estratégias empresariais são traduzidas em produto. Isto exige da equipe de trabalho um domínio maior das técnicas de estímulo à criatividade, da capacidade de investigação, da análise e da interpretação de informações que possam exercer influência sobre o mercado, o consumidor, o produto ou a empresa em que atuam. Este trabalho criativo em geral precisa ser orientado, ou seja, a criação livre e abstrata passa a perder espaço para uma criação focada, com objetivos finais claros, que é alimentada por uma base de dados. Esta base de dados, por sua vez, requer um levantamento e uma análise criteriosa que privilegie a inovação. Entretanto, o trabalho com a criatividade orientada não busca limitar o criador, ou mesmo, tolher seus ímpetos, apenas guiá-lo na tentativa de alcançar o seu objetivo final (que, geralmente, trata-se do desenvolvimento de um “novo” produto ou linha de produtos).

 
 Todas estas etapas, do levantamento de dados até a execução seriada de um produto demandam “tempo”, o que a maioria das empresas não possuem. Também se faz necessário reunir o máximo de “inteligência” apresentada pelo grupo envolvido com o processo de criação. O que se quer dizer aqui é que, em muitos casos, o grupo apresenta grande potencial de inovação devido ao repertório individual dos envolvidos, porém, existe, em geral, uma dificuldade em apreender e convergir este potencial individual para um fim comum de modo a favorecer o grupo ou o trabalho a ser executado.

 É justamente mediante a uma situação semelhante à descrita acima: falta de tempo, a necessidade de atender novas demandas e reunir de forma proveitosa o máximo de inteligência do grupo que o mapa conceitual pode ser utilizado no processo de pesquisa de Moda.

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