MODA BRASILEIRA: o estilo brasileiro.



 Entramos no século 21 como um mercado propício para a moda e devemos definir o que seria um estilo brasileiro. Ele deve estar menos na utilização de materiais e inspirações da cultura brasileira e mais numa base que abarque as próprias contradições do país: o uso da manufatura associada à tecnologia (como, por exemplo, nos vestidos de Walter Rodrigues feitos com as rendeiras do Piauí, trabalhando com Lycra e renda); o artesanato de apelo global (Lino Villaventura); a sensualidade inerente ao corpo dos brasileiros; e, principalmente, um olhar brasileiro. Num mercado internacional unificado, é esse olhar, fragmentado, pós-moderno, sexy, que pode fazer com que o país dê uma contribuição relevante em escala internacional.

 Não estamos mais nos anos 80 ou 90, quando o exotismo era lei. Os estilistas brasileiros não precisam carregar seus passaportes nem levantar a bandeira verde-amarela o tempo todo. O país deve funcionar como herança cultural e DNA, não como folclore ou traje típico. O mais importante hoje é ficar atento às mudanças de mercado, trabalhar um marketing eficiente, investir na qualidade e no design autoral. Devemos ser íntegros, verdadeiros, criativos. É esse o caminho da nova moda brasileira.

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