A MODA NO MUNDO: como funciona o prêt-à-porter internacional.

  Os desfiles internacionais do prêt-à-porter acontecem duas vezes ao ano, no hemisfério norte. Os desfiles para o verão europeu ocorrem em setembro e outubro, e os para o inverno, em fevereiro e março. Essas roupas vão chegar às lojas de seis a sete meses depois, diferentemente do que ocorre aqui no Brasil, onde os eventos lançadores são mais colados com o varejo.
 Isso se dá porque aquelas temporadas internacionais estão mais consolidadas e acontecem de modo mais profissional. Ou seja: são feitas para os profissionais do setor: jornalistas, stylist, fotógrafos e também compradores.
 Muitas marcas chegam a fazer desfiles em dois horários - um para os compradores, outro para a imprensa. Isto porque, durante o dia, as equipes de compradores visitam os showrooms. Nos desfiles, confirmam as peças de que mais gostaram ou que imaginam vão vender mais. Quando assistem aos desfiles antes de visitar o showroom, tomam anotações e, depois, fazem os pedidos.
 Tais compradores vêm de todas as partes do mundo e são multimarcas que revendem essas grifes de elite do prêt-à-porter. Os mais poderosos são os americanos, em especial as lojas de departamentos, como a Neiman Marcus, a Barneys e a Bloomingdale’s. Há também os japoneses. Os orientais perderam prestígio com a crise dos Tigres Asiáticos, em 1997-8, mas já retomaram fôlego.
 No Brasil, pouca gente tem cacife para acompanhar esse mercado. A multimarca paulistana Daslu, de Eliana Tranchesi, tem lugar garantido nos desfiles - muitas vezes na primeira fila - com toda o seu entourage. Também de São Paulo vêm a Claudeteedeca e a Sissi. No Rio, Regina Lundgren vende John Galliano e Fendi.

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