VENDER MODA: desenvolvendo nosso potencial criativo.



 O consumidor que vai até a loja almeja um tipo de atendimento diferenciado, personalizado, no qual ele se sinta à vontade e veja que não está sendo atendido por uma "máquina de falar" sem qualquer tipo de sentimento.
 Esse tipo de expectativa nos gera um problema:
 ONDE VAMOS CONSEGUIR TANTAS FORMAS DE ATENDIMENTO DIFERENCIADAS ?
 O melhor lugar para se encontrar essa força é dentro de você mesmo, através da sua observação, da sua experiência, da aplicação dos conceitos já obtidos e principalmente da sua criatividade.
 Ao contrário do que se pensa, a criatividade não é uma característica inata, uma "causa" que provoca diversas idéias e ações inovadores. Ela é conseqüência de uma série de atividades cerebrais, bem como a colocação na prática das idéias que porventura surjam.
 Além disso, é preciso uma avaliação constante dos resultados obtidos a fim de fazer os ajustes necessários.
 Para iniciarmos o desenvolvimento da nossa criatividade, necessitamos ter uma crença.
 Sempre pensamos em crenças no sentido de credos ou doutrinas e muitas crenças o são.
 Mas no sentido básico, uma crença é qualquer princípio orientador, máximas, fé ou paixão que pode proporcionar significado e direção na vida. Estímulos ilimitados estão disponíveis para nós. Crenças são os filtros pré-arranjados e organizados para as nossas percepções do mundo. São como comandos do cérebro, de como representar o que está ocorrendo.
 A crença envia um comando direto para o seu sistema nervoso. Quando acredita que alguma coisa é verdade, você entra mesmo no estado de aquilo deve ser verdade. Tratadas de maneira certa, as crenças podem ser as mais poderosas forças para criar qualquer coisa na sua vida.
 Depois de você ter desenvolvido o poder de crer naquilo que se proponha a fazer o próximo passo será desenvolver o processo criativo propriamente dito.
 Todo o processo criativo se desenvolve em cima, basicamente, de quatro estágios aonde nós assumimos o papel de personagens criadoras.
 As personagens criadoras são as seguintes:

 EXPLORADOR: é o personagem que usamos quando é preciso procurar matéria-prima para gerar novas idéias;

 ARTISTA: é o personagem que nos abre para a imaginação e o bom humor. Sua tarefa é pegar o material coletado pelo explorador e transformá-lo em idéias originais e inovadoras;

 JUIZ: é o personagem que avalia. Sua função é examinar a criação do artista e decidir o que fazer com ela: realizá-la, modificá-la ou descartá-la;


 GUERREIRO: é o "fazedor". O papel desse personagem é fazer o necessário para implementar as idéias que o juiz considerou válidas.

 Às vezes, vivemos todos esses papéis num curto período de tempo. Imagine-se tendo que responder a uma questão crucial numa importante reunião. O explorador irá vasculhar a sua mente, procurando fatos e informações ligados à questão. O artista dará forma a esses elementos, construindo a resposta. O juiz decidirá se a resposta é adequada. O guerreiro, seguro de si, responderá.
 Esses quatro personagens são de suma importância no processo criativo, tendo todos eles o mesmo grau de valor dentro do sistema.
 Imagine alguém que tenha um explorador competente, um artista fabuloso, e um juiz equilibrado; porém o guerreiro preguiçoso. A conseqüência será que as suas idéias maravilhosas nunca chegam a nada.
 Em outro caso, pode-se ter alguém que seja medíocre nos três primeiros papéis, mas que seja uma guerreira feroz. O resultado dessa conjugação, será a implementação de muitas idéias moderadamente inovadoras.
 Em uma terceira situação, o artista é bom, o juiz é fraco no seu discernimento e o guerreiro é muito forte. Obviamente, o resultado será transformar muitas idéias em realidade, tanto as brilhantes quanto as ridículas.
 Pelo que vimos acima, é fundamental dominar esses papéis e manter os quatro personagens em forma. Também é importante saber quando servir-se deles.
 Como tudo na vida, ter senso de oportunidade é algo decisivo. Sair de maio para ir à praia é o esperado.
 Chegar de maiô para uma reunião com o presidente da República vai dificultar as coisas com os seguranças. Do mesmo modo, lançar mão de um personagem no momento errado pode ser contraproducente.
 Também é importante ser flexível, desenvolvendo a capacidade de mudar de papéis, pois o mais provável é que você tenha que trabalhar com vários clientes ao mesmo tempo e, conseqüentemente com diversos tipos de atendimento personalizado.

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