GASTRONOMIA: Com anos de atuação no mercado, marcas investem no comércio online por conta da pandemia

Só em agosto desse ano, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$41,92 bilhões, de acordo com uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em parceria com o Movimento Compre&Confie

A pandemia fez com que os brasileiros investissem ainda mais no comércio eletrônico. Segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Movimento Compre&Confie, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$41,92 bilhões em agosto. O número é resultado do faturamento somado desde janeiro de 2020. Se comparado com os oito primeiros meses de 2019, o crescimento do mercado de vendas online no brasil nesse período foi de 56,8%.


Seja pela comodidade ou por precaução, muitos decidiram trocar os passeios em shoppings, e até mesmo as visitas aos supermercados, por comprar sem sair de casa. Isso fez com que marcas consagradas no mercado tivessem que se adaptar ao novo momento e criassem suas próprias lojas online.


"Apesar das restrições de horários das lojas e bares terem sido relaxadas, o movimento ainda não normalizou, então não tivemos escolha senão investir em uma loja virtual com os nossos produtos", ressalta Evandro Weber, diretor da Destilaria H. Weber.  No mercado desde 1948, a marca é conhecida por conta de suas cachaças e produções estritamente artesanais. 


Apesar de ser uma empresa bastante conhecida no universo das bebidas, e que atua no mercado nacional e internacional, a H. Weber teve que aprender como funciona o comércio eletrônico e se adaptar ao novo momento. "É um universo novo, então tivemos que entender cada função, como funciona esse mercado e até mesmo estratégias para conseguir vender mais", explica Weber.


A marca também aproveitou o espaço para incluir novas opções de produtos em seu portfólio como cartão presente, e até mesmo vender bebidas não alcoólicas como suco de uva. Para facilitar o contato com os clientes, a H. Weber também criou um número exclusivamente para sanar dúvidas e passar mais informações sobre os produtos vendidos na loja.


"Definitivamente, o comércio online se tornou uma tendência para empresas de qualquer porte, então as marcas terão que se adaptar e pensar em novas maneiras de impactar os clientes, seja através de promoções, no momento de apresentar o produto e até mesmo no valor do frete e o prazo de entrega", finaliza Weber.


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