MARCAS E ESTILISTAS: Marc Jacobs, um estilista que não segue as tendências universais.


Marc Jacobs (9 de abril de 1963, Nova Iorque, EUA) é um estilista de moda norte-americano, graduado pela Escola de Arte e Estilo de Nova Iorque em 1981.

Tornou-se conhecido no mundo da moda no fim dos anos 80, ao desenhar e apresentar uma coleção em estilo "grunge" – baseada no novo tipo de som e indumentária que vinha da cidade de Seattle, na costa-oeste, onde grupos de rock como Nirvana e Soundgarden e meninos com bermudas até o meio dos joelhos revolucionavam os costumes locais e os difundiam para todo o país - para a tradicional marca Perry Ellis, da qual era diretor de estilo, sendo imediatamente demitido.

Apoiado por nomes importantes da moda, como Anna Wintour, a editora-chefe da revista Vogue, que abriu suas páginas para suas criações, Jacobs conseguiu proeminência sozinho no mercado, recebendo diversos prêmios de conselhos de moda no começo dos anos 90 e hoje comanda a criação artística da marca Louis Vuitton, além da griffe com seu próprio nome, extremamente popular.

É conhecido como um estilista que não segue as tendências universais da moda de cada estação, como em sua coleção de 2004/2005, quando, ignorando o estilo safári seguido por outros grandes nomes do mercado, fez sua coleção baseada num estilo completamente feminino com seus modelos desfilando entre 450.000 rosas na passarela. Em março de 2007 foi internado numa clinica de reabilitação para se curar de problemas ocasionados por ingestão de drogas e álcool excessivo junto a um amigo.

Norte-americano nascido em Nova York responde por uma das grifes mais famosas de todo o mundo, a centenária Louis Vuitton, responsável, também, por sua revitalização, fazendo com que seus produtos sejam desejados tanto por anônimos como por celebridades. Cursou a High School of Art and Design e depois a prestigiada Parsons School of Design.

Tinha o hábito de desenhar suéteres, e quando apresentou sua tese na Parsons, desenhou três modelos oversized, para serem usados assim mesmo, em tamanho muito maior do que o necessário. Uma compradora de moda da marca Charivari gostou, e decidiu produzir uma edição limitada dos mesmos. E aí começou tudo.

Com esses enormes suéteres, Jacobs dava o passo inicial para a criação do chamado estilo grunge, gíria que é sinônimo de sujeira, mas que na moda definiu certo desleixo proposital com formas, proporções, cores, em misturas que fizeram enorme sucesso no mundo todo, especialmente nos anos 90.

Era 1984, Marc Jacobs conheceu Robert Duffy, que também trabalhava com moda, e que viria a ser seu parceiro de negócios - juntos criaram a Jacobs Duffi Designs. Nesse mesmo ano, Marc Jacobs desenhou uma coleção para a empresa Reuben Thomas, sob a marca Sketchboock. Em 1986 lança a primeira coleção com seu nome.

Em 1989, Jacobs e Duffy integram-se à marca Perry Ellis - Duffy torna-se seu presidente, e Jacobs vice-presidente, com a incumbência de criar sua moda feminina. Em 1993, ao levar seu estilo grunge para as passarelas da Perry Ellis, sofreu críticas impiedosas. A marca decidiu suspender seu contrato, e então, com seu sócio, resolveu criar a empresa Marc Jacobs International Company.

Os negócios expandem-se, a partir daí. Em 1994, a dupla assina seu primeiro contrato de licença com uma empresa japonesa, em 1995 uma segunda coleção de prêt-à-porter feminino foi criada com o nome de Marc Jacobs Look, e passa a ser distribuída no mundo todo, e em 1996, Jacobs cria sua primeira coleção masculina. Em 1997, afinal, ele chega à Louis Vuitton, como diretor artístico da grife, e começa uma verdadeira revolução.


Sob seu comando, a grife ganhou uma modernidade que foi instantaneamente aprovada pelos consumidores. De roupas a acessórios e até à concepção das vitrines das lojas Louis Vuitton, o controle de Marc Jacobs é total.

Em 2011, o estilista novaiorquino mais conceituado do momento Marc Jacobs esteve no Brasil para a abertura de uma filial de sua grife em São Paulo.

Graduado pela Escola de Arte e Estilo de Nova Iorque em 1981, tornou-se conhecido no mundo fashion no final dos anos 80, ao desenhar e apresentar uma coleção em estilo “grunge” , estilo que todos devem ainda se lembrar, que ficou bastante famoso entre os adolescentes doa anos 90.

O estilo era baseada no novo tipo de som e indumentária que vinha da cidade de Seattle, na costa-oeste, onde grupos de rock como Nirvana e Soundgarden e meninos com bermudas até o meio dos joelhos revolucionavam os costumes locais e os difundiam para todo o país e para o mundo.

A ousadia lhe custou o emprego, poia, ao apresentar a coleção para a tradicional e luxuosa marca Perry Ellis, da qual era diretor de estilo, foi imediatamente demitido.


Já a marca Luis Vuitton, viu a ousadia de Marc Jacobs uma oportunidade de modernizar seus produtos e lugar cada vez mais com a nova geração de consumidoras.

Luis Vuitton era uma marca que possuía um certo ar decadente, como a editora da Vogue americana Anna Wintour, o grande oraculo do mundo fashion, chegou a declarar: “Você pensa em Vuitton e pensa em aeroportos.

A imagem da Vuitton tem sido… a de Palm Beach”, referindo-se a este ar decadente, muito associado às socialites emergentes de Miami.

Quando Jacobs assumiu o cargo de diretor artístico da grife, em 1997, quando todos acreditavam a associação improvável, a ousadia de Jacobs foi canalizada para multiplicar os lucros transformando a marca em em uma marca da moda.

Em 98, Vuitton fez sua primeira linha de roupas e o primeiro desfile na coleção de Paris. As roupas eram uma forma de criar uma nova imagem para a marca, e a partir de então os produtos Luis Vuitton foram renovados.


Seus produtos, completamente renovados se tornaram verdadeiros ícones da moda e objetos de desejo – um grande exemplo disto é a famosa e tradicional estampa de bolsas e acessórios , a monograma LV, que ganhou uma versão colorida em 2003 a partir do convite feito por Marc Jacobs ao artista plástico japonês Takashi Murakami para renovar as bolsas da marca.

As bolsas brancas com o monograma colorido venderam, naquele ano, 300 milhões de dólares, estão entre as mais procuradas nas lojas até hoje.

Além de ser o nome à frente do setor de criações da Luis Vuitton, Marc Jacobs possui sua própria grife, extremamente popular, que leva o seu nome e já possui mais de 100 lojas mundo afora, inclusive a recém inaugurada no Brasil.

É conhecido como um estilista que não segue as tendências universais da moda de cada estação, como em sua coleção de 2004/2005, quando, ignorando o estilo safári seguido por outros grandes nomes do mercado, fez sua coleção baseada num estilo completamente feminino com seus modelos desfilando entre 450.000 rosas na passarela.

Esta sua ousaria e até mesmo irreverencia. Com um pouco de rebeldia, fazem com que o estilista seja extremamente inovativo e este é o seu grande diferencial.


No Brasil, Marc Jacobs desfilava confortavelmente usando saias, sem se importar com que os demais pudessem vir a dizer. A ousadia, que já fora rejeitada no inicio de sua carreira, é o que hoje faz com que sua marca e os produtos desenvolvidos para a Luis Vuitton sejam tao desejados.

Em uma época em que todos desejam ser diferentes, especiais, desejam ter seu próprio estilo, exclusividade e inovação são palavras de ordem para empresas e consumidores.

MARC JACOBS faz o que quer, inventa, arrisca, causa polêmica e, no fim, todos amam seu trabalho. Diretor criativo da luxuosa Louis Vuitton, sua marca própria, MARC JACOBS, causa verdadeiro furor entre as celebridades, conseguindo agradar moderninhos e socialites sem perder sua veia underground. O sucesso é tanto, que antes mesmo de lançar uma nova coleção suas peças são aguardadas ansiosamente pelo público.

A história

Marc Jacobs, talvez o nome mais proeminente da moda fashion no mundo, nasceu no dia 9 de abril de 1963 em Nova York nos seios de uma família judia. Embora tenha sido criado em Nova Jersey, ele retornou a Nova York para cursar a New York High School of Art and Design, onde se graduou em 1981. Começou a ganhar destaque no mundo da moda quando ainda cursava a badalada Parsons School of Design. Isto porque ele desenhou suéteres em tamanho muito maior que os usuais para sua tese de conclusão do curso. Uma compradora da Charivari, uma tradicional boutique feminina da cidade e onde Jacobs já havia trabalhado como estoquista quando tinha apenas quinze anos, gostou e decidiu produzir uma edição limitada dos suéteres. Começava então, de forma tímida, a carreira de um dos maiores e mais ousados estilistas que o mundo já conheceu. Ainda em 1984, o estilista desenhou uma coleção para a empresa Reuben Thomas, sob a marca Sketchboock. Nessa época, juntamente com seu sócio e parceiro inseparável, Robert Duffy, ele fundou a Jacobs Duffi Designs, empresa responsável por cuidar de seus negócios. Somente em 1986 ele lançou sua primeira coleção feminina com a marca MARC JACOBS. No ano seguinte ele recebeu o conceituado prêmio de jovem estilista pela badalada The Council of Fashion Designers of America (CFDA). Tornou-se conhecido no mundo da moda em 1993, ao desenhar e apresentar uma coleção em estilo “grunge”, baseada no novo tipo de som e indumentária que vinha da cidade de Seattle, na costa-oeste, onde grupos de rock como Nirvana e Soundgarden e meninos com bermudas até o meio dos joelhos revolucionavam os costumes locais, para a tradicional marca Perry Ellis, na qual trabalhava desde 1989 e da qual era diretor criativo, sendo imediatamente demitido. Foi então que ele, ainda em 1993, resolveu fundar a Marc Jacobs International para cuidar dos interesses e expansão de sua marca nos Estados Unidos e em outros países.


Rapidamente assinou seu primeiro contrato de licença com uma empresa japonesa, e, em 1995, uma segunda coleção de prêt-à-porter feminino foi criada com o nome de Marc Jacobs Look, passando a ser distribuída no mundo todo. Pouco mais tarde, depois de anos só produzindo e criando moda para o público feminino, ele resolveu lançar sua primeira coleção masculina. Em 1997 inaugurou sua primeira loja própria no descolado bairro do SoHo em Nova York. Até então os produtos da marca eram encontrados somente nas sofisticadas lojas de departamento. Apoiado por nomes importantes da moda, como Anna Wintour, a poderosa editora-chefe da revista Vogue, que abriu suas páginas para suas criações, Jacobs conseguiu proeminência sozinho no mercado, recebendo diversos prêmios de conselhos de moda nesta década.


Mas o grande desafio de sua carreira seria assumido ainda 1997 quando ele foi contratado como diretor artístico da tradicional marca francesa Louis Vuitton. Sob seu comando, a centenária Louis Vuitton foi reinventada, ganhando uma modernidade que foi instantaneamente aprovada pelas consumidoras. Transformou a LV em um ícone da moda de luxo, lançando coleções de roupas, sapatos, jóias e relógios; e fazendo com que o faturamento da marca triplicasse em poucos anos. De roupas a acessórios e até a concepção das vitrines das lojas, o controle de Marc Jacobs é total na LV nos dias de hoje. Nos anos seguintes a ousadia do estilista, conhecido por não seguir as tendências universais da moda de cada estação, ficou cada vez mais evidente, como na coleção de 2004/2005, quando, ignorando o estilo safári seguido por outros grandes nomes do mercado, criou sua coleção baseada num estilo completamente feminino com seus modelos desfilando entre 450.000 rosas na passarela.

Nos últimos anos, o grupo LVHM, que passou também a ser proprietário da MARC JACOBS, expandiu e acelerou o processo de internacionalização da marca própria do estilista com a inauguração de várias lojas nas mais badaladas cidades do mundo (incluindo Paris, Londres, Tóquio, Madri, Chicago, Moscou, Dubai, Doha, Seul, Beijing e Jacarta), além de ampliar consideravelmente o portfólio de produtos, que agora englobam desde perfumes, relógios, óculos e acessórios diversos até uma sofisticada linha de roupas para crianças. Outra estratégia da marca MARC JACOBS foi acelerar a abertura de unidades dentro de sofisticadas lojas de departamento na região asiática e no Oriente Médio. Ao longo de todos esses anos Marc Jacobs conquistou uma reputação tão alta que, em abril de 2010, a revista TIME apontou o estilista como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.


A linha do tempo

1996

● Lançamento da primeira coleção masculina da marca.

2001

● Lançamento da Marc by Marc Jacobs, uma segunda linha de roupas e acessórios mais jovem e acessível.

● Lançamento do perfume feminino Marc Jacobs by Marc Jacobs.

2004

● Lançamento do perfume feminino BLUSH.

● Inauguração de sua primeira loja multimarca, localizada na cidade de Boston. Essa loja vendia produtos de todas as marcas do estilista sob um mesmo teto pela primeira vez.

2005

● Inauguração de três novas lojas na cidade de Los Angeles e uma unidade localizada dentro do luxuoso shopping Bal Harbour em Miami na Flórida.

● Lançamento da primeira coleção de relógios, em parceria com a Fossil.

2006

● Inauguração em janeiro da primeira loja própria no continente europeu, localizada na Palais Royal em Paris.

2007

● Lançamento da Little Marc Jacobs, uma completa linha de roupas e acessórios para crianças (meninas e meninos).

● Inauguração da primeira loja da marca em Londres.

● Lançamento da primeira coleção de óculos.

● Lançamento em setembro do perfume feminino DAISY.

2008

● Lançamento da primeira coleção de moda praia.

● Lançamento de edições limitadas de várias fragrâncias da marca.

● Inauguração de lojas próprias em cidades como Chicago, Paris Madri, Istambul e Atenas.

2009

● Lançamento da primeira coleção de moda praia para crianças.

● Lançamento do perfume feminino LOLA.

● Inauguração de lojas próprias em Milão e São Paulo. Com quase 400 metros quadrados, a loja de São Paulo abriga as linhas Marc Jacobs Collection e Marc by Marc Jacobs.

2010

● Lançamento do BANG, novo perfume masculino da marca, uma ousada combinação “apimentada”, que reúne pimenta branca e preta, além de base amadeirada, notas de vetiver, musgo branco e patchouli. Como não poderia faltar polêmica, a campanha de lançamento foi estrelada pelo próprio Marc Jacobs, que ousadamente aparecia nu para a divulgação de seu novo perfume.

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