Milon lança terceira fase do Projeto Bem-Estar, com foco nas crianças e no ambiente digital

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    Iniciativa visa diferentes temas para incentivar o desenvolvimento saudável dos pequenos. Fotos Divulgação   A Milon, marca de vestuário com inspiração europeia especializada no universo infantil, lança a terceira etapa do Projeto Bem-Estar, uma série de vídeos desenvolvidos em parceria com especialistas de diferentes áreas. O conteúdo tem como propósito trazer temas que visam instigar, incentivar e educar pais e responsáveis sobre o desenvolvimento saudável das crianças e, consequentemente, da família. Para esta fase, a marca convida a especialista em marketing digital, Camila Renaux, para explicar como utilizar de forma mais consciente e saudável os meios de comunicação digital e manter os pequenos mais seguros.   Camila Renaux Na série, Camila explica sobre ferramentas digitais e como estimular o pensamento crítico nas crianças por meio dos conteúdos da internet. "Atualmente, isso se torna essencial para que a presença dos pequenos nas redes sociai

LITERATURA: Malvina, romance resgata biografia de professora anarquista perseguida


 

Contemplado pelo Edital Sedac - FAC Publicações, obra de autoria da jornalista e escritora Laura Peixoto terá lançamentos nas cidades de Cruzeiro do Sul, Porto Alegre, Encruzilhada do Sul, Lajeado e Estrela entre os dias 10 e 19 de julho


 

Julia Malvina Hailliot Tavares foi a primeira professora estadual e a primeira com turma mista, na colônia de São Gabriel (RS). Filha de imigrantes franceses, nasceu em 1866, em Encruzilhada do Sul. É avó do jornalista e escritor Flávio Tavares. Como educadora, exerceu influência na sociedade rural além dos limites da sala de aula. Sua forma de ensino seguiu a pedagogia libertária, associada às primeiras organizações proletárias. Em determinado momento, Júlio de Castilhos a transfere para São Gabriel de Lajeado, hoje Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari. A lenda familiar fala em represália política, sem explicar o porquê.

 

Apesar disso, pouco se sabe sobre a existência dessa mulher - que viveu durante 40 anos num lugarejo que até hoje continua pequeno, mas cuja existência foi completamente excluída da história local. Há um apagamento da sua trajetória.

 

Na tentativa de dar luz aos fatos, a jornalista e escritora Laura Peixoto, debruçou-se em um trabalho de investigação sobre a vida de Malvina e o contexto social e político da época. E lança, agora, pela Editora Libélula, um romance que mistura história e ficção, trazendo personagens que existiram, os eventos e histórias reais daquela época.

 

Para o trabalho de reconstituição, além de jornais da época, Laura se nutriu também do "Diário", manuscrito de Malvina. Embora sendo uma ficção, os personagens são citados com seus nomes reais, numa exaustiva reconstituição histórica do modo de vida daqueles tempos. A obra traz ilustrações de Martina Schreiner e imagens de acervo da família.

 

O projeto foi selecionado e financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do RS (Pró-Cultura), por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac). "Malvina" será lançado nas cidades de Cruzeiro do Sul, Porto Alegre, Encruzilhada do Sul, Lajeado e Estrela entre os dias 10 e 19 de julho. A partir destas datas, o livro poderá ser adquirido diretamente com  a editora Libélula (@libelulalivros), pelo valor de R$ 40,00 e também nas livrarias Paralelo 30 (Porto Alegre) Papelaria Cometa e Brincasa (Lajeado).

 

Além da publicação do livro, o projeto prevê encontros para debates e discussões sobre a obra, rodas de leituras com estudantes da rede pública de ensino, doação de exemplares para os municípios de Lajeado e Cruzeiro do Sul, além da criação de uma sala de leitura na Casa de Passagem do Vale do Taquari, em Cruzeiro do Sul, através da doação de livros pertencentes de acervo pessoal de Laura Peixoto.


 

LANÇAMENTO MALVINA

 

Cruzeiro do Sul

Data: 10/7

Horário: 19h

Local: Secretaria de Educação e Cultura (Casa do Morro) 

 

Porto Alegre

Data: 11/7

Horário: 18h 

Local: Livraria Paralelo 30 (Vieira de Castro, 48)

 

Encruzilhada do Sul

Data: 13/7

Horário: 10h

Local: Feira do Livro da Semana do Município

Horário: 18h30

Local: Espaço Cultural Flor de Liz Zen (Pça Silvestre Corrêa, 71)

 

Lajeado

Data: 18/7

Horário: 18h30

Local: Sesc (R. Silva Jardim, 135)

 

Estrela

Data: 19/7

Horário: 17h

Local: Memorial de Estrela (R. Treze de Maio, 398)

 


 

 

Orelha

*Por Flávio Tavares, jornalista e escritor

 

Este é um livro de ficção em torno do dia a dia de um personagem real e concreto: Júlia Malvina Hailliot Tavares, católica e anarquista, num tempo em que as lutas sociais recém emergiam no Brasil e as mulheres eram relegadas a plano secundário. Professora, desafiou a "pedagogia" da época, baseada no castigo corporal aos alunos, abolindo em sua escola a palmatória e demais torturas físicas.

  

Ao final do livro, uma extensa "linha do tempo" define a presença e iniciativa feminina ao longo dos anos. Antes, a obra em si apresenta o estilo de vida daqueles tempos do início do Século XX e até os meios usuais de transporte anteriores à era do automóvel, através de personagens de um pequeno povoado do Rio Grande do Sul. Aparece a "aranha", veículo de tração animal, usual no transporte urbano ou entre cidades próximas. E o vapor que, em viagens de intermináveis horas pelos rios, comunicava a região com Porto Alegre.

  

Filha de nobres franceses, refugiados no Brasil após as matanças da revolução que instituiu a República na França, Malvina foi uma libertária, denominação dos anarquistas que propugnavam por uma sociedade mais justa e menos desigual, em que o trabalho não fosse visto apenas como forma de "matar a fome", mas também como entendimento e compreensão entre as pessoas.

  

Numa vista d´olhos, o livro reconstitui brevemente o período de Júlio de Castilhos como presidente da província do Rio Grande do Sul. Mesmo sendo uma ficção, os personagens são citados com seus nomes reais, numa exaustiva reconstituição histórica do modo de vida daqueles tempos.

  

Nessa reconstituição, além de jornais da época, Laura Peixoto se nutriu também do "Diário" manuscrito de minha avó Malvina. Extraio dele uma das frases lá contidas: "Falar bem alto e sozinho surte o efeito de falar com o Deus que cada um tem dentro de si".

  

A ficção repara aqui o que a História não fez e confere à Malvina a dimensão real de seu pioneirismo.

 

Prefácio

*por Telma Scherer

Artista, escritora e professora da Universidade Federal de Santa Catarina

 

Este livro alia um trabalho de reconstrução histórica à imaginação literária, oferecendo uma narrativa cuja importância pode ser sentida em vários níveis. Envolve a leitora e o leitor em uma trama apaixonante: a biografia de uma mulher perseguida, uma professora real, uma anarquista do século dezenove, cujos rastros a autora segue de modo obstinado.

 

Laura Peixoto, além de pesquisar arquivos, reconstruir os passos dessa personagem tão instigante, também narra a sua história de modo a ressaltar o modo como a professora de São Gabriel encarna muitas das tensões da sua época, e que continuam reverberando na atualidade. Malvina nos proporciona, assim, na mesma medida, emoções fortes e novos conhecimentos. Uma leitura prazerosa, e que cumpre seu papel de oferecer informações precisas, de modo e enriquecer quem quer que tenha contato com o romance, independente da formação prévia, já que é um trabalho pioneiro de reconstrução.

 

A heroína da história, além de ser um espírito livre, à frente de seu tempo, também nos mostra como viveram nossas ancestrais: as dificuldades que enfrentaram, a força que tiveram e que lhes era exigida para dar conta das inúmeras tarefas cotidianas, além da bravura com que se arriscaram a exigir direitos iguais, já que são a primeira geração de mulheres engajadas na luta por melhores condições de vida e de participação social.

 

Malvina foi esquecida, ignorada por muitas gerações, assim como Maria Firmina dos Reis, Ana Luísa de Azevedo Castro, Nísia Floresta, Júlia Lopes de Almeida, Maria Lacerda de Moura e tantas, tantas outras, cujas vidas e legado desconheceríamos, hoje, não fosse o trabalho árduo de pesquisadoras e pesquisadores que reconstituíram suas histórias.

 

Não é possível imaginar um futuro mais justo sem, ao mesmo tempo, revisitar o passado. Reconstruir a história, recontá-la, escová-la "a contrapelo", como queria Walter Benjamin, é uma atividade essencial para o conhecimento da sociedade na qual estamos inseridos. O passado muda na mesma velocidade com a qual o presente nele se transforma e nenhuma intenção de futuro pode ser estruturada sem a base sólida da observação dos acontecimentos, dos lapsos e também das invisibilidades que as gerações anteriores nos legaram. Nesse sentido, trabalhos de resgate e mergulhos históricos nas fendas que nos dizem dos deslizes na produção de narrativas sobre os contextos sociais são imprescindíveis.


SOBRE A AUTORA

Antes de ser escritora, sou jornalista. Formada pela Unisinos. Com duas especializações:  Filosofia e Educação, na Univates; e uma na UFRGS, em Literatura Brasileira. Aluna da Oficina de Criação Literária, do Assis Brasil, na PUC, em 1993. Publicações: ◦ "Um dia tudo se ajeita!" – WS Editor, 2005. (infantil); ◦ "Intrigas da Colônia" – Scortecci Editora – 2012. (contos) ◦ "Crescer é morrer devagarzinho" – Ed. Buqui – 2018. (crônicas) ◦ "Engole esse choro" – Editora Libélula, 2020. (romance) Agora, busco contar a história de Julia Malvina Tavares, sua forma de ver o mundo, seus conflitos e sentimentos, os percalços que viveu numa colônia, numa sociedade ambientada no início do século XX.

 

SOBRE A ILUSTRADORA

Martina Schreiner nasceu na cidade de Lajeado, RS. Estudou desenho industrial na UFSM, em Santa Maria, e hoje vive em Porto Alegre, onde trabalhou por mais de 10 anos em agências de propaganda como diretora de arte. Começou a ilustrar livros infantis em 2010, e hoje se dedica exclusivamente ao mercado editorial, como ilustradora, diagramadora e projetista gráfica. Já ilustrou mais de 70 livros. Em 2012, com o Prêmio "meu primeiro livro publicado", da Editora Cuore, iniciou sua carreira de escritora. Foi finalista do Prêmio Açorianos na categoria projeto gráfico em 2014 e 2015, finalista do Prêmio Tibicuera de texto dramatúrgico em 2015, ano em que recebeu o Prêmio Tibicuera na categoria figurino. Foi finalista do prêmio Açorianos na categoria literatura infantil e recebeu o prêmio Açorianos de projeto gráfico em 2016. *Estudo de ilustração para o projeto.

 

SOBRE A EDITORA

Meire Brod Meire Brod é jornalista graduada pela PUCRS, especialista em literatura brasileira pela UFRGS, escritora e editora. Trabalha há 20 anos com comunicação empresarial, tendo desenvolvido diversos materiais de comunicação dirigida, incluindo livros corporativos. Em 2019, participou como autora do Programa de Leitura Adote um Escritor promovido pela Secretaria de Educação - PMPA. Hoje, dedica-se ao campo da produção literária com inúmeros projetos editoriais desenvolvidos nos últimos anos, de sua autoria e de outros autores.

 

SOBRE A LIBÉLULA

A Libélula Editorial é uma pequena editora independente de Lajeado, fundada em 2018, que atua no mercado editorial, apresentando ao público títulos de autores novos e também independentes.

 

Sob a coordenação editorial de Meire Brod, jornalista radicada no Vale do Taquari desde 1998, a editora lançou 15 livros, apresentando diversidade em seus títulos, que vão desde obras regionalistas, infantis, coletâneas, romances e biografias. Dentre os serviços prestados estão leitura crítica, edição, revisão, mentoria, projeto gráfico e diagramação de livros.

 

Desde sua criação, a Libélula Editorial tem publicado obras significativas de autores regionais e acompanhando o interesse cada vez maior de pessoas em escrever e publicar livros, bem como a disposição de leitores que apoiam projetos independentes.

 

 

FICHA TÉCNICA

Obra: Malvina

Autora: Laura Peixoto

Ano: 2023

Nº de páginas: 260 

Coordenação editorial: Meire Brod 

Gerenciamento do projeto cultural: Júlia Bertolucci

Ilustrações: Martina Schreiner

Revisão: Kamile Goslar

Projeto gráfico: Luiz Pedro Prisco Costa

Assessoria de imprensa: Raphaela Donaduce - Dona Flor Comunicação

Gestão de Mídias Sociais: Andreia Rabaiolli

Editora: Libélula Editorial 

Fotos da Laura: Fany Machado (@studio.fanymachado)

 

Obra financiada com recursos do Governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio do Pró-Cultura RS FAC - Fundo de Apoio à Cultura.




Por @oblogueirooficial



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