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Traumas causados por queimaduras, acidentes ou herança genética podem ser minimizados com a realização de procedimentos reparadores. Foto: Divulgação |
Muitas vezes consideradas supérfluas – erroneamente -, as cirurgias plásticas se tornaram muito mais do que questões estéticas – e com a tecnologia estão cada vez mais melhorando a qualidade de vida e de saúde das pessoas, tornando-se verdadeiramente uma questão de saúde pública. Cirurgias plásticas reparadoras são as que mais se encaixam neste contexto, pois corrigem traumas adquiridos, seja por acidentes, queimaduras, outros fatores externos, ou até mesmo herança genética.
O Dr. Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba – PR, comenta que hoje já existem várias técnicas que ajudam a melhorar o aspecto estético de uma cicatriz, mas alerta que é impossível eliminar completamente uma cicatriz já existente. “Isso acontece porque qualquer procedimento cirúrgico que tenha um corte, mesmo que seja de caráter estético, irá promover uma cicatriz – e essa cicatriz gerada nunca irá desaparecer totalmente”, explica.
Pacheco diz que os métodos existentes para melhorar o aspecto de uma cicatriz são vários, mas eles possuem o mesmo objetivo: torná-la quase imperceptível. “Quando me refiro a uma cicatriz de boa qualidade, falo de uma cicatriz de coloração o mais próxima possível da pele, de espessura muito fina e sem relevo. Esses são os objetivos a serem alcançados nos tratamentos - e não a sua remoção a redução do seu comprimento”, comenta o especialista.
Existem vários tipos de cicatrizes que, dependendo do caso e localização, podem ter um aspecto indesejável, - como os queloides, por exemplo. “Os queloides e as cicatrizes hipertróficas indicam um paciente que cicatriza muito bem, - até demais. Nesses casos o resultado da cicatrização não é agradável e, dependendo do local e do paciente, pode até lhe trazer constrangimento”, pontua Pacheco.
E essa é uma das principais razões de as cirurgias reparadoras serem realizadas: trazer uma maior autoconfiança, conforto e segurança para o paciente. Isso acontece porque, na maioria dos casos, os pacientes com queloides relatam uma piora na qualidade de vida, que desencadeia isolamento social, dificuldade para frequentar locais públicos, para estudar ou trabalhar, assim como a suspeita de se tratar de tumores malignos ou lesões contagiosas – tanto por eles quanto pelas pessoas próximas.
Porém, antes de realizar qualquer tratamento é necessária uma análise cuidadosa e individualizada do paciente. “Para cada pessoa pode existir uma solução diferente. A retirada completa de um queloide, por exemplo, pode não ser a melhor solução para certos pacientes – já que eles podem retornar ainda maiores. Mas sempre ressalto: consulte um médico especialista no assunto e veja quais são as melhores opções para você”, conclui o cirurgião.
Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715)
Cirurgião Plástico
Blog: http://draldersonluizpacheco.wordpress.com
Email: plastica.pacheco@yahoo.com.br
Fone: (41) 3022-4646 e 4141-4424
Endereço: Rua Augusto Stellfed, 2.176, Champanhat, Curitiba/PR.
Dr. Alderson Luiz Pacheco: É graduado em medicina pela Universidade Federal do Paraná, pós-graduado em primeiro lugar em Cirurgia Geral pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e em Cirurgia Plástica e Queimados pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba da Faculdade Evangélica de Curitiba. É mestre em Princípios da Cirurgia utilizando o laser e é membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).