Estilo Brasileiro, Renato KherlaKian é um especialista em jeanswear


Renato Kherlakian é um estilista brasileiro. O dono da marca Zoomp é descendente de armênios seus pais eram donos de uma grande loja de caxemira no centro de São Paulo.


A confecção e o comércio de vestuário com o nobre tecido oriental era uma atividade antiga da família, trazida da Armênia e resgatada no Brasil. Os antepassados dos Kherlakian haviam enriquecido com a caxemira, chegando a ter um entreposto no Reino Unido, de onde a distribuíam os produtos para a Europa.


Kherlakian trabalhou com publicidade, turismo e se formou em direito. Com 30 anos de atividade, vende em lojas próprias, franquias e exporta para vários países. Um showroom em Paris cuida de todo o comércio internacional. A Zoomp participa do São Paulo Fashion Week desde a primeira edição do evento, quando se chamava Morumbi Fashion.


Em julho de 2006, o empresário Renato Kherlakian, dono da Zoomp, uma das mais conhecidas marcas de roupa do Brasil, vendeu o negócio. No mesmo pacote, foi contratado como consultor pelos investidores Enzo Monzani e Conrado Will, que mais tarde comprariam outras grifes sob o guarda-chuva de uma empresa desconhecida, de nome moderninho, a I’M. Em abril deste ano, a I’M afundou publicamente, imersa em dívidas.


Deprimido, isolado e imobilizado pelo recesso de dois anos imposto por contrato, Kherlakian continuou até agosto a fingir que trabalhava, vendo a Zoomp sumir do mapa da moda. Agora, pela primeira vez, falou à repórter Sandra Brasil sobre o barco furado em que se meteu e a tristeza pelo destino da marca, que em 34 anos de existência colocou o logotipo do raio nos jeans que todo mundo já usou.


O fim da Zoomp

"A marca, como era antes, morreu. O número de funcionários caiu de 800, em 2006, para cerca de 100. Avalio que tenha perdido 70% em faturamento e 98% em prestígio. Eu apostei errado.


Vendi a Zoomp porque ela estava altamente endividada e queria encontrar uma forma de eternizá-la. Os investidores falavam que tinham meio bilhão de dólares para pôr no negócio. Enzo me abraçava e dizia que ia realizar meu sonho de perpetuar a Zoomp.


Eu acreditei na fantasia de que dominaríamos o mercado, que seríamos uma empresa com dez marcas e que formaríamos um escudo protetor para dominar a América do Sul. Mas pararam de pagar aos fornecedores, que, conseqüentemente, pararam de entregar o produto.



Foi a marca que deixou de atender o consumidor. Acho que ela vai tentar se reposicionar numa faixa de preços mais baixos, para vender mais. É o mesmo que pegar um tremendo cavalo de raça e colocar no pasto para correr atrás de gado. Destruíram a marca."


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