MODA: Sustentabilidade é aposta certeira no tapete vermelho do Met Gala

Celebridades usaram roupas eco friendly no baile que homenageou os anos dourados americanos


Como escolher um figurino que será comentado por todas as revistas de moda do mundo? Se até então a resposta era um vestido exclusivo com detalhes luxuosos, em 2022, no tapete vermelho do baile do Museu Metropolitan de Nova Iorque (conhecido como Met Gala), os looks icônicos foram os sustentáveis.


Uma das aparições mais comentadas da noite, Kim Kardashian brilhou com um visual "usado". Diferente do que era esperado, em vez de mandar fazer uma roupa do zero, a influencer optou por reutilizar um vestido de ninguém menos que Marilyn Monroe. Para a consultora de imagem e stylist Camile Stefano, esse resgate foi uma atitude ecológica. "Quando todos esperavam algo inovador, Kim resgatou um vestido que já havia sido usado e chocou o público. Ela provou que usar uma roupa 'velha', porém com história, pode significar estar à frente de seu tempo".

 

Imagem: Instagram


 

O tema do Met Gala desse ano foi o "Gilded Glamour" (glamour dourado, em tradução livre), que remete à moda nos Estados Unidos durante a década de 1870, quando a cidade de Nova Iorque esbanjava riqueza. Para a stylist, a opção pelo reaproveitamento de roupas e tecidos é uma crítica sutil. "O período de tempo escolhido pela organização do evento foi um momento de consumismo exacerbado e muita queima de combustíveis nos Estados Unidos. Algumas celebridades optaram por lançar um olhar atual a esse padrão de consumo que contribuiu para chegarmos até o ponto de emergência climática atual", analisa.


Outra estrela que apostou em escolhas sustentáveis foi a cantora Billie Elish, que usou um look Gucci totalmente reciclado e vegano (feito com materiais sem subprodutos de origem animal). Camila Cabello seguiu a mesma linha, optou por um top e saia Moschino reutilizados, desenvolvidos com tecidos usados em outras peças da marca de luxo. Outra Kardashian também apostou na reciclagem, Kourtney usou um terno masculino que foi readaptado para um vestido.


 

Imagens: Pinterest


A indústria têxtil é responsável por 8 a 10% das emissões de carbono na atmosfera, segundo um levantamento de 2018 da ONU. Camile Stefano defende que além de impactarem positivamente para o meio ambiente, as roupas sustentáveis constroem um visual único. "As peças tornam-se marcantes não apenas pela estética, mas também por trazerem responsabilidade ambiental e por estarem de acordo com as pautas importantes para o planeta, isso vale para o tapete vermelho e também para o dia a dia", destaca a consultora.


Algumas marcas de roupa já implementaram o compromisso ecológico em suas linhas de produção. Insecta Shoes e Osklen são exemplos nacionais que buscam aproveitar materiais e evitar o desperdício. Porém, como comenta Camile, o estilo de vida mais "verde" não está ligado apenas ao consumo de novas peças com tecnologias sustentáveis. "O reaproveitamento de peças que vimos no Met Gala é uma oportunidade de pensarmos em nossas roupas com um ciclo de vida mais longo. Vestidos que usamos em casamentos e outras festas anos atrás, por exemplo, podem ganhar ajustes e virarem peças novas", finaliza.
 



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