MODA: Marcas se movimentam para negativar emissões de Carbono

Indústria da moda é responsável por 10% das emissões de Carbono no planeta, marcas anunciam metas de redução, neutralização e negativação de carbono

 

Isabela Chusid, CEO e fundadora da Linus - Foto: Leo Martins

 

A indústria da moda é uma das principais áreas de foco da busca por sustentabilidade. O setor é responsável por 10% das emissões de Carbono no planeta, segundo dados da Unep (United Nations Environment Programm), com a fase de uso sendo responsável por 24% das emissões de gases de efeito estufa, gás responsável por por manter nosso planeta em uma temperatura habitável para os seres vivos, que em excesso faz com que o planeta retenha mais calor do que deveria.

 

Devido ao impacto da indústria da moda considerando que a produção de roupas dobrou nos primeiros 15 anos deste século, as marcas e consumidores estão com os olhares cada vez mais atentos para a sustentabilidade, seja estabelecendo metas de redução na emissão de Carbono, como é o caso da Arezzo&Co, que anunciou recentemente a meta de reduzir em 30% as emissões absolutas de gases de efeito estufa; anunciando pegada neutra de carbono, como é o caso da Pantys, marca de calcinha absorvente que se tornou a primeira marca de moda brasileira a anunciar a etiqueta de carbono neutro, com uma pegada de 1,18 neutralizada, e até mesmo se tornando carbono negativa: que é compensar 200% da emissão de todo o carbono que produz, caso da Linus, fashiontech criadora da primeira sandália de plástico vegana, com pegada negativa de 0,364kg de CO2e por unidade.

 

No cálculo da emissão de CO2 de empresas de moda é considerado não só o carbono emitido pela produção do próprio item, como toda a operação da empresa, desde os materiais para produção dos produtos, transporte, uso, descarte e até mesmo o deslocamento de colaboradores. No caso da Linus, o cálculo considera toda a cadeia produtiva da marca, dos materiais usados na produção às entregas, transporte dos colaboradores, uso, embalagens e descartes. A medição foi feita pela startup Carbonext, criada pela engenheira florestal Janaína Dallan, integrante do time de especialistas brasileiros da ONU para mudanças climáticas.

 

O objetivo de se tornar uma empresa carbono negativa fazia parte dos planos da Linus desde a criação da empresa. Desde o início, além da sandália feita de PVC ecológico microexpandido, um dos plásticos mais versáteis da indústria, com 70% de fontes renováveis e material 100% reciclável, as embalagens da Linus são feitas de papelão, com etiquetas de papel semente de margarida, unida à sandália por um cordão de sisal. Além disso, a marca também possui o selo Eu Reciclo.

 

O cálculo de 0,364kg equivale a 35,54 toneladas de CO2e neutralizadas. "Calculamos nossa pegada com base nas emissões de 2021, mas, como nosso objetivo era nos tornarmos carbono negativo, nós compramos créditos de carbono para negativar todos os produtos vendidos e entregues de todos os pedidos do projeto Envira Amazônia Project, voltado ao combate ao desmatamento e degradação da Amazônia, o suficiente para neutralizar 72 toneladas de CO2e. Essa é uma realização muito significativa para nós, nossos planos eram nos tornarmos carbono negativo até 2026. Com o mapeamento feito pela Carbonext, que considerou toda nossa linha de produção, conseguimos alcançar essa meta 4 anos antes do esperado", afirma Isabela Chusid, que foi eleita Forbes Under 30, entre os seis jovens mais inovadores em Moda no Brasil de 2021.


 


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