ENTRETENIMENTO: Para celebrar o MET GALA e a diversidade brasileira, o E! Entertainment apresenta vestido criado por estilista de origem indígena

A criação simboliza uma América parida por uma mulher originária e retrata a riqueza e a diversidade da nossa região. O público pode conhecer o vestido em um fashion film estrelado pela modelo Zahy Guajajara, que estará no canal linear para toda a América Latina e nas redes sociais do @Eonlinebrasil


 

Para celebrar o MET Gala, baile anual para levantar fundos para o Costume Institute do Metropolitan Museum of Art de Nova York, o E! Entertainment preparou uma surpresa para o público e convidou a designer Day Molina para criar um vestido impactante que é digno do tapete vermelho da festa mais fashionista do ano. Na segunda-feira, 2 de maio, às 19h, o E! Entertainment transmite ao vivo essa passarela de celebridades no LIVE FROM E!: MET GALA 2022.
 

A partir dessa proposta do E!, a designer de origem indígena convidou uma modelo também indígena, a Zahy Guajajara, para vestir o modelo e estrelar um fashion film que estará nas redes sociais do @Eonlinebrasil e será exibido no canal linear não somente no Brasil como em toda a América Latina.
 

O vestido criado por Day Molina exalta a América Latina e os povos indígenas. A ideia do bordado é retratar o mapa da região. Já o volume das mangas foi inspirado nas camadas de uma flor e representa a diversidade da nossa fauna e flora. O modelo traz ainda franjas vermelhas, que simbolizam um derramar de sangue, um parto, a vida. Para a estilista, sua criação representa uma América parida por uma mulher originária, filha da terra Abya Yala -- que na língua indígena do povo Kuna significa América Latina.
 

"O conceito do meu vestido está muito conectado à exuberância da vida, à beleza, à força e à luta. Esse vermelho traz essa paixão, o desejo", explica Day. "Ali, eu consigo expressar esse mapa da América Latina também num contexto de útero, como algo que está jorrando, parindo, acontecendo e fluindo", completa a estilista.
 

Clique aqui para assistir ao Fashion film

 

O fashion film, idealizado pela equipe criativa do E! e dirigido por Daniel Retz, foi realizado no Senac, unidade Lapa Faustolo, um lugar de referência da moda em São Paulo. Durante a gravação, 70 alunos do Senac tiveram a oportunidade de conhecer e acompanhar parte das gravações e conversar com Day Molina sobre o processo criativo e as formas de produção.
 

A trilha original do fashion film foi composta pela DJ e produtora musical Apuke. A ideia da composição foi ser a representação do impacto entre o urbano e a origem da América Latina. O que se nota nos beats da música mesclados com instrumentos e o cântico Guajajara. Zahy entoa em sua língua, Ze'eng eté, dialeto do tronco linguístico Tupi-Guarani, o simbolismo do vestido criado por Day Molina.
 

Na criação e na concepção do vestido, Day Molina contou com a assistência de Gabrieli Lecoña, indígena Aymara, cuja família migrou da Bolívia para o Brasil. Com esse fashion film, Day, Gabrieli e Zahy voltam os olhos das pessoas às questões dos povos indígenas e às origens da América.
 

"Quando eu era criança, adolescente, eu não me enxergava de forma alguma representada, isso era um problema da indústria. O problema nunca fui eu nem minha etnia e nem minha beleza. Eu não mudei. A moda mudou. A moda precisa continuar mudando", afirma Day. "Esse foi um dos maiores desafios da minha carreira: enfrentar um mercado que ainda tinha padrões eurocêntricos e eu tenho orgulho de quem eu sou."
 

Esse é o segundo fashion film produzido pelo E! Entertainment para celebrar a moda e a diversidade. No ano passado, o estilista Alexandre Herchcovitch vestiu a modelo trans Lana Santucci, participante da série BORN TO FASHION.

O fashion film do MET Gala é mais uma ação que reforça o compromisso do E! de apostar em produções nacionais e apoiar a "Diversidade, a Equidade e a Inclusão" (DEI), pilares da ação global da NBCUniversal International Networks, também refletidos na campanha VOZES DO E!, lançada em 2018.
 

Confira aqui o making of do Fashion film.
 

Com VOZES DO E!, a multiplataforma quer mostrar que todas as pessoas, principalmente as mulheres, podem ser quem elas são, expor suas opiniões, ser fortes, empreendedoras e se reinventar, independentemente de gênero, cor, idade e padrões de beleza.
 

A campanha VOZES DO E! inclui produções originais como o documentário VOZES DO E! e séries como BELEZA GG, OS SZAFIRS, DRAG ME AS A QUEEN CELEBRIDADES, BORN TO FASHION, LUANA É DE LUA, UM SHOW DE NOIVA e JUJU BOOT CAMP, além de criações como o E! POP TALKS, disponível no feed do Instagram do @eonlinebrasil, e programetes no YouTube como FERAS DO E! e HISTÓRIAS INSPIRADORAS.

 

CONHEÇA MAIS:

Day Molina (@molina.ela) é estilista, diretora criativa e ativista do movimento indígena. Ela usa sua voz, suas redes sociais e sua moda para descolonizar a sociedade. Ela criou a #DescolonizeAModa, como forma de luta por representatividade.

Com trabalho 100% autoral, Day conta com um time de colaboradoras mulheres em todas as etapas da produção em sua marca, a NALIMO, em que ela procura potencializar a diversidade, priorizando a igualdade de raça e de gênero. Seu trabalho é ambientalmente responsável e suas peças permeiam o estilo minimalista, confortável e com fortes códigos ancestrais.

A força das matriarcas, a espiritualidade, cosmovisão dos povos nativos, são fonte de inspiração contínua no ativismo e posicionamento da estilista. Atualmente ela escreve, pesquisa e tem uma coluna de opinião fixa em uma grande revista de moda. Dayana Molina é militante e feminista. Ela acredita que só a luta muda a vida.

 

Zahy Guajajara (@zahyguajajara) é modelo, atriz, cantora, multiartista e mulher indígena, nascida na aldeia Colônia, na Reserva Indígena Cana Brava, no Maranhão. Ela atuou na série "Dois Irmãos" e estará na segunda temporada de "Cidade Invisível" (Netflix).

 

Apuke (@apukebeat) é DJ e produtora musical. Sonhadora, inquieta e sempre em busca de algo novo, Apuke é DJ desde os 16 anos. Paulistana, começou a carreira tocando em festas de casamento, o que a ajudou a ampliar o repertório, e logo depois se encontrou na produção musical e no coletivo Quebrada Queer. Mas Apuke quer mais e continua buscando alternativas para gerar impacto com o seu trabalho. Agora, também em carreira solo, ela visa muitas mudanças, mas permanece fiel ao seu propósito de expandir as possibilidades de fazer arte e entregá-la para o maior número de pessoas.

 


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