DESTAQUE

GASTRONOMIA: Cerveja Blumenau é eleita a Cervejaria do Ano no Brasil Beer Cup com 23 medalhas

Imagem
Foram seis ouros, 13 pratas e quatro bronzes. Cerimônia aconteceu na noite de sexta-feira (26) A Cerveja Blumenau é a Cervejaria do Ano na categoria grande porte no Brasil Beer Cup 2021. A divulgação do resultado do concurso aconteceu na noite de sexta-feira (26), em Florianópolis (SC). A marca conquistou 23 medalhas, sendo seis de ouro, 13 de prata e quatro de bronze.   As três linhas de produto foram premiadas. Na Mestres do Tempo, que celebra bebidas maturadas em barris na adega da cervejaria, foram nove medalhas, sendo três de ouro: Mestres do Tempo Lambic #1 (no estilo Belgian-Style Lambic), Mestres do Tempo Gueuze #1 (no estilo Belgian-Style Gueuze) e Mestres do Tempo Maracujá Negro (no estilo Mixed-Culture Brett Beer).  A Macuca Imperial Stout levou o ouro no estilo British-Style Imperial Stout e teve quatro edições especiais também premiadas: prata com Tropicalente (no estilo Chilli Pepper Beer) e Pé-de-Moleque (no estilo Field Beer) e bronze com a Bala de Coco (no es

ENTRETENIMENTO: Calu Fontes celebra 20 anos de carreira com lançamento de livro com obras inéditas

Dividido em dois volumes, livro tem coordenação editorial de Luciana Farias e Baba Vacaro e traz um panorama dos vinte anos de trajetória da artista plástica. Lançamento acontece no dia 26 de novembro, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho

Figura 1: Calu Fontes. Crédito: Garoa Fotografia
Figura 2: Capa do livro

Uma viagem ao passado. Redescobrir para descobrir. Foi assim, ao mergulhar na própria história e revisitar memórias traduzidas em desenhos registrados nas cartas, cadernos e diários da adolescência, que Calu Fontes encontrou elementos para dar corpo a criações inéditas. Esse processo experimental, marcado por grande liberdade artística, é apresentado no livro que celebra 20 anos de trajetória, publicado pela Editora WMF Martins Fontes .

Dividida em dois volumes, a publicação Calu Fontes tem coordenação editorial de Luciana Farias e Baba Vacaro, texto da jornalista Cristina Ramalho, design da Bloco Gráfico e imagens do fotógrafo e artista Ding Musa. As páginas estampadas por obras da artista, que desde sempre utilizou ilustrações para se expressar, reúnem uma diversidade de elementos, linguagens e suportes orquestrados de forma harmônica. A capa que abraça os livros, um invólucro transparente com serigrafia dourada, tem como objetivo fundir as composições e sobreposições aplicadas em cerâmica, papel e vidro, materializando a essência e a linguagem tão própria das suas produções.

Durante o processo de concepção do livro, Calu volta às origens, revisita trabalhos antigos e, com a intenção de produzir um livro de artista, dá vida a novas criações. "Foi um processo de revisitação, uma viagem de descobrimento, e incorporei tudo que estava nesse percurso. Os dois volumes são uma narrativa criada a partir do meu olhar para o passado e de um desejo de me abrir para o novo", declara a artista.

O livro 1 resgata o desenho genuíno e também destaca as diversas camadas presentes nos trabalhos de Calu. Em busca da liberdade de formas, ela explora a textura da argila e encontra um novo jeito de se comunicar pela cerâmica. Peças que quebraram, racharam ou apresentaram alguma "imperfeição" durante a produção, não foram descartadas. Os experimentos resultaram em uma série inédita, de itens orgânicos, compostos por linhas mais finas e irregulares. Surgiram nesse contexto, inclusive, obras sem ilustrações, que dão ênfase às tais camadas.

"Cada peça é única, porque feita só por ela, e toca a gente de algum jeito. Afinal o coração da matéria é a sua própria biografia. Ela faz da memória afetiva seu playground. Nos trabalhos mais recentes, Calu amassa o barro, modela, cria formas orgânicas, irregulares, com ramificações. Vai buscar no próprio material de trabalho a sua melhor forma de expressão. Não importa mais a função, agora não é mais jarro nem prato, a peça é quase uma escultura", analisa Cristina Ramalho.

Recortes de um diário ilustrado na adolescência compõem o primeiro volume. As lembranças remetem à essência, ao início, ao nanquim, e reforçam a representação das letras e dos grafismos agregados, não somente pelo significado poético, mas também pela construção estética, da palavra como elemento gráfico.

Elementos que inspiram a produção da artista foram captados pelas lentes de Ding Musa. Fotografias do mar, de plantas e de simbologias impressas nas páginas do livro, complementam a narrativa da obra impressa.

"No trabalho de Calu Fontes, o todo não é a simples soma das partes. Sua mente intuitiva vasculha resíduos de memórias em busca de fragmentos de beleza, cores, formas, símbolos, desenhos, palavras - e os sobrepõe sem economia, criando conexões inconscientes que juntas passam a determinar novas escolhas", reflete Baba.

Um processo ainda mais inconsciente e experimental é visto no livro 2. Ela comprou papéis, os cortou, usou carimbo, papel milimimetrado (herdado da arquitetura) aquarela e nanquim, num movimento de volta ao passado, mas que agregou descobertas. No segundo volume, as ilustrações dão lugar à colagem.

Poesia em formas - ora geométricas, ora orgânicas -, cores e elevações, foram colocadas sobre as folhas do segundo volume. As facas utilizadas permitem que os desenhos vazem para a outra página e construam sobreposições surpresas para o observador, instigando-o a se perguntar sobre o que vem pela frente.

A artista expõe novamente as camadas, dessa vez de maneira ainda mais evidente, sobressaltadas pela condição material do papel que, diferente da cerâmica, não se funde após a queima. Os contrastes volumétricos são visíveis e, em harmonia com as tonalidades vibrantes, geram um ritmo visual atrelado às vibrações cromáticas.

Filha de Iemanjá e Oxum, as senhoras das águas do candomblé, Calu Fontes é conhecida por estampar objetos com azul, sereias, anêmonas e peixes. O esplendor da natureza, tons de verde, folhas e pássaros também compõem as criações da artista de alma barroca, que cursou arquitetura e, no início dos anos 2000, abriu o próprio ateliê.

A primeira lembrança com a arte data dos quatro anos de idade. Aos oito, já criava cartas cobertas de borboletas, postadas pelo correio, para presentear familiares. As peças de Calu, no entanto, são com páginas de um diário. Toda essa aura criativa, repleta de afeto, foi ganhando cada vez mais notoriedade.

O ateliê na Vila Madalena, onde cria ouvindo música, de jazz a pontos de orixás, e também recebe o público, tem plantas e árvores como bananeira, jaqueira e jabuticabeira e um altar de Iemanjá, refletores da sua identidade leve e afetiva.

Com o passar do tempo, os azulejos que criou ganharam painéis e murais de São Paulo. Logo, começou a desenhar ladrilhos hidráulicos e cobogós para marcas de design. Os detalhes plurais e envolventes de Calu Fontes ganharam espaço no cenário do design nacional nesses anos de carreira e marcas renomadas a convidaram para criar séries especiais. Uma delas é a Tok&Stok, patrocinadora do livro, que lançou as coleções Natureza, e Mar e Mandarim, assinadas pela artista.

Tudo começou quando Calu ainda era pequena, com um caderno repleto de desenhos e inspirações. Na faculdade de arquitetura, croquis e maquetes de projetos foram perdendo espaço para mandalas, flores e santos. Presentes informais para os amigos foram se transformando, pouco a pouco, em peças que começaram a ser vendidas em seu primeiro ateliê, em São Paulo.

Numa colorida jornada, que já dura 25 anos, a arte de Calu - paulistana no RG e baiana de família, corpo e alma - já não habita apenas azulejos e peças cerâmicas. Seu estilo transbordou formatos e materiais e hoje invade diversos ambientes das casas, criando sensações únicas para quem os contempla.

"No trabalho de Calu Fontes, o todo não é a simples soma das partes. Sua mente intuitiva vasculha resíduos de memórias em busca de fragmentos de beleza, cores, formas, símbolos, desenhos, palavras - e os sobrepõe sem economia, criando conexões inconscientes que juntas passam a determinar novas escolhas", Baba Vacaro, designer.


Serviço
Lançamento do livro Calu Fontes
Local: Livraria da Vila | Fradique Coutinho
Data: 26 de novembro, a partir das 17h
Endereço: Rua Fradique Coutinho, 91, Pinheiros - São Paulo/SP


Agende seu horário: Sympla

Ficha técnica
Título: Calu Fontes
Editora: WMF Martins Fontes
Concepção: Brazimage
Apresentação: Baba Vacaro
Organização: Luciana Farias e Baba Vaccaro
Texto: Cristina Ramalho
Design: Bloco Gráfico
Fotos: Ding Musa
Patrocínio: Tok&Stok

Instagram
Site


Atelie Calu Fontes
Rua Afonso José de Carvalho, 242 - Pinheiros
Site
@calufontes