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MODA: Gianvito Rossi lança coleção Anteprima

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A Gianvito Rossi, apresenta sua nova coleção durante a Semana de Moda de Milão, com uma linha sofisticada e contemporânea. A grife traz peças icônicas em um vídeo exclusivo, o 'Anteprima', uma releitura da elegância e o glamour do cinema. O filme destaca sapatos e sandálias com acabamentos em transparência, peças que fazem parte do DNA da Gianvito Rossi, explorando a silhueta feminina e criando um jogo lúdico de identidades. Durante o filme, uma mulher misteriosa, usando um elegante par de sapatos Plexi, se move em direção à entrada da sala de projeção e se senta. Quando o filme começa, seu alter ego aparece na tela e, com um toque de humor, imita todos os seus movimentos. Aos seus pés, as ousadas criações de Gianvito Rossi. Detalhes do material leve e transparente que compõe as peças ocupam o centro do palco, tanto no filme quanto na vida real, e adornam os pés da personagem em uma fantasia de cores. Amarelo, rosa suave e tons

DECORAÇÃO: Conheça os ambientes do Projeto Janelas CASACOR São Paulo, em exibição até 20 de dezembro

Ambientes inspirados no morar pós-pandemia estão em 13 bairros da capital paulista. Exposição phygital é totalmente gratuita e pode ser visitada também online

Projeto do arquiteto Sig Bergamin, Banhos de Luz - Espaço Deca, colore a Praça Adolpho Bloch. Créditos: Salvador Cordaro

 

A edição paulistana do projeto Janelas CASACOR está por toda a cidade distribuída por 13 bairros, numa exposição aberta ao público, totalmente gratuita e em formato phygital. Diferente de seu formato tradicional, que nos últimos anos acontece no Jockey Clube, Janelas CASACOR foi concebido pela mais completa mostra de arquitetura, design e paisagismo das Américas, como uma resposta à pandemia, trazendo um novo formato e uma nova forma de levar o trabalho da marca a um público maior, de maneira segura, acessível e principalmente democrática.

A iniciativa, que conta com o apoio e a cooperação da Prefeitura Municipal de São Paulo, além da parceria com a Farah Service, para implementação de todos os mobiliários em praças públicas da Cidade, espalhou 19 contêineres-ambiente em bairros de norte a sul e de leste a oeste da capital paulista.

Da Brasilândia ao Jardim Colombo e de Pinheiros à Cidade Tiradentes, o projeto Janelas CASACOR está em espaços públicos, como praças, calçadas, shoppings e até na ciclovia. Em cada localidade, uma proposta diferente, trazendo ideias, soluções e reflexões sobre o morar pós-pandemia na visão do elenco de profissionais da marca.

Esse exercício criativo e de reflexão, com o objetivo de tornar tangíveis, conceitos e ideias de quem pensa a casa, transformou tudo isso em soluções para as angústias das pessoas, traduzindo a casa dos novos tempos.

OS PROFISSIONAIS E SEUS PROJETOS

Simplicidade, de Brunete Fracarolli. Créditos: Salvador Cordaro

 

A Praça Vinicius de Moraes, no Morumbi recebe 2 projetos. O primeiro deles, de Brunete Fracarolli, foi batizado de Simplicidade e surpreende os fãs da arquiteta. As cores sempre marcaram presença nos ambientes criados por ela, mas aqui, a profissional apresenta um espaço totalmente branco. Das paredes pinceladas com tinta alto brilho aos estofados impermeabilizados, tudo em seu pequeno living integrado a uma cozinha tem na assepsia o foco principal. A pandemia que surpreendeu o mundo neste ano deu o alerta para o que vai nortear os novos tempos. "Precisamos voltar à simplicidade", lembra. A escolha do branco é também uma aposta em ambientes fáceis de limpar e manter. Mas há cores, sim. E elas vêm das plantas que, segundo a arquiteta, nunca foram tão indispensáveis na nossa vida.

Estúdio Elo, de Ticiane Lima. Créditos: Salvador Cordaro

 

Logo ao lado, outro ambiente chama a atenção. É o Estúdio Elo, de Ticiane Lima. "A pandemia tornou a casa um cristal frágil. Para fortalecê-la precisamos de uma boa dose de autoconhecimento, união e respeito pelo planeta". É assim que a arquiteta traduz uma obra de arte de Ricardo Bueno, que traz duas formas de latão ligadas dentro de um invólucro de vidro soprado, em um espaço compacto, multifuncional e organizado. Adepta da arquitetura como bem comum e da inserção da vegetação nos projetos de moradia, Ticiane criou um telhado verde, que fornece energia por meio de placas solares e abre um espaço a mais - assim como a área do banho - para o tão necessário relaxamento.

Casa Conectada LG, da Suíte Arquitetos.Créditos: Salvador Cordaro

 

Na Praça Cidade de Milão, habita a Casa Conectada LG, da Suíte Arquitetos. O projeto propõe uma reflexão sobre a diversidade e a importância de construirmos um futuro com equilíbrio de oportunidades e direitos iguais. Além do mobiliário criado pelo escritório outros elementos revelam histórias como as obras de artes e os acessórios decorativos criados por artistas e designers que representam e apoiam causas relevantes para nossa evolução em busca de sociedade mais justa. A Casa Conectada conta com o sistema e conceito de morar da LG, em que todos os produtos expostos são conectados através de inteligência artificial via tecnologia ThinQ. O Jardim que envolve a casa conectada é assinado pela paisagista Bia Abreu. O projeto de paisagismo tem identidade tropical e após a mostra, todas as plantas permanecerão na praça.

Banhos de Luz - Espaço Deca, de Sig Bergamin. Créditos: Salvador Cordaro

 

Na Praça Adolpho Bloch, as cores do rei do maximalismo, Sig Bergamin, trazem alegria e chamam a atenção de quem passa a pé, de carro ou de ônibus. É o Banhos de Luz, Espaço Deca, numa área é dividida em compartimentos: chuveiros, banheiro, local de massagem e pias. O convencional termina aí. O banheiro é um caleidoscópio que ameniza o excesso de cinza da cidade. Feitos de vidro colorido, os painéis que demarcam as áreas recebem a luz do sol e derramam as cores no piso, criando um espaço lúdico que se vale ainda da iluminação para fazer as vezes de água. O fundo foi revestido com espelho, colocando o visitante dentro desse carrossel cromático.

Estúdio R2M de Roberto Migotto e Rick Minelli. Créditos: Salvador Cordaro

 

O Shopping Iguatemi também está no roteiro do Janelas CASACOR. É por lá que o público vê o Estúdio R2M, de Roberto Migotto e Rick Minelli. "A casa é o nosso refúgio no mundo, é onde o nosso ser mais íntimo se reflete". O pensamento expresso pelo arquiteto Roberto Migotto traduz o seu projeto, pensado em conjunto com Ricardo Minelli, em que o design afetivo assumiu um lugar de extrema importância. O uso da madeira, uma marca do escritório, aparece na forma de laminado Duratex, revestindo as paredes e proporcionando conforto acústico. Um dos destaques é a grande moldura neoclássica do século 19, adquirida há muitos anos, que aparece junto a uma peça do mobiliário contemporâneo. "A casa é onde podemos referenciar o passado e projetar o futuro, além de fazer a conexão do real com o virtual", conclui Minelli. O paisagismo é de Luiz Carlos Orsini.

Pra que Mais?, por João Armentano. Créditos: Salvador Cordaro

 

No mesmo local, João Armentano apresenta seu ambiente: "Pra quê mais?", onde o arquiteto destaca que viver com o essencial se tornou um imperativo, uma descoberta saudável em um período de tantos questionamentos. "Nós já estávamos nos encaminhando para uma moradia mais prática", avalia, "mas a pandemia acelerou esse processo." Praticidade é a palavra de ordem em uma casa onde passaremos mais tempo, faremos reuniões à distância e onde poderemos desenvolver novas aptidões e potencialidades. "Esse contêiner traduz o momento que estamos vivendo", reflete o arquiteto.

Camadas de Vida, por Kiko Sobrino. Créditos: Salvador Cordaro

 

Na Estação Pinheiros, próximo da ciclovia, o trabalho de Kiko Sobrino, batizado de Camadas de Vida, chama para uma reflexão. O que está por trás de uma pedra de cinco toneladas, protagonista absoluta do contêiner do arquiteto e artista plástico, é a ideia de retorno ao que há de mais essencial nas nossas vidas e nas nossas casas. O impacto visual é tão grande quanto a rocha "que nos fala sobre as camadas do planeta, as camadas de história, de vidas e de anos passados". Em um mundo cada vez mais digital, a pedra "é a atenção ao mínimo, à raiz". As cores intensas usadas no contêiner levam a outra reflexão: ao contrário dos outros países tropicais, optamos pelos tons neutros, pela não-cor. Reconhecer o poder de uma vigorosa cartela cromática pode ser uma das lições deixadas pelos tempos sombrios da pandemia.

Streaming Room 01, por Leo Mancenido. Créditos: Leka Mendes

 

O Largo da Batata abriga mais duas Janelas CASACOR. A primeira, de autoria de Leo Mancenido, chama-se Streaming Room 01, traduzindo em ambiente o que virou rotina na vida de praticamente todo o mundo: o trabalho remoto, as Lives e as transmissões e reuniões em vídeo. Pessoas distantes que surgem na palma da nossa mão, na tela/janela do celular. Esse universo que parecia distante há poucos anos já aportou entre nós - e fez morada no contêiner transformado. Se estamos tão conectados, por que não ter em casa um espaço dedicado às nossas conexões virtuais? Essa é aposta do arquiteto ao trazer para o seu contêiner, "uma nave de tecnologia que nos permite a comunicação em várias esferas", com projeções 3D, lives e monitores dispostos como se fossem… janelas!

ETC, por Fernando Brandão. Créditos: Salvador Cordaro

 

Logo ao lado, Fernando Brandão apresenta o ambiente ETC. Esqueça a ideia de um elefante branco no meio da sala. No espaço batizado ETC, o arquiteto Fernando Brandão nos apresenta ao verdadeiro incômodo: o vírus que circula entre nós, representado pelo colorido elefante grafitado pelo artista plástico Carlos Matuck. "Quando as pessoas ficaram reclusas, passaram a prestar mais atenção à casa. E o home office incorporou o conforto necessário", conta o arquiteto. Ao ilustrar três situações de trabalho, ele imprimiu ao seu espaço a forte relação que construiu com a China nos últimos anos, onde atua como professor. Afinal, "a boa arquitetura tem que carregar ideias e significados".

Banquete da Terra, por Denise Milan. Créditos: Leka Mendes

 

Na Rua Estados Unidos, em frente à Dan Galeria, a artista plástica Denise Milan, apresenta o Banquete da Terra, que retrata uma das coisas das quais as pessoas mais sentiram falta durante o confinamento: sentar ao redor de uma mesa com amigos e familiares. Pensando neste novo tempo, a artista faz uma reflexão sobre sobrevivência e existência. Com a curadoria de Marcello Dantas e iluminação de Guinter Parschalk, toda a ambientação é pensada como uma caverna, para dialogar com a obra. A grande mesa de vidro escuro recebe formas em cristal, amonita, pirita, resina e bronze. Os "pratos" do banquete são os elementos visuais que, segundo Denise, "revelam a metamorfose da Terra".

Office Terra Brasil, por Leo Shehtman. Créditos:Salvador Cordaro

 

Na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, tradicional endereço do design nacional, mais dois ambientes se destacam. Léo Shehtman, apresenta o Office Terra Brasil, alocado no número 1147 (no estacionamento da By Kamy). "Estamos de volta ao lar, olhando para a nossa casa, para a nossa memória afetiva", anuncia. Não à toa, o home office proposto pelo arquiteto reverencia o aconchego, evidenciado pela madeira que forra do piso ao teto. "Ela também ajuda a quebrar a atmosfera industrial do contêiner", explica Shehtman. No seu caso, o material aparece com mais exuberância, já que seu contêiner tem 3 m de pé direito, ou seja, cinquenta centímetros acima do convencional. Mas não se trata apenas de conforto. "Daqui para a frente", ele preconiza, "os projetos terão, obrigatoriamente, tecnologia, praticidade e design".

Cozinha Canvas Deca, por Murilo Lomas. Créditos: Salvador Cordaro

 

Na altura do número 1350, Murilo Lomas expõe a Cozinha Canvas Deca. A primeira surpresa: em vez de um contêiner, a cozinha ganhou corpo no espaço de um antigo restaurante em uma esquina prestigiada da capital paulista. Com isso, o arquiteto exibe não uma, mas três janelas: enquanto a primeira enfoca a área de trabalho, a segunda mostra uma espécie de lounge. com adega e uma mesa redonda de tampo colorido, feito com pedaços de mármore. No centro, tem-se a visão global de um ambiente neutro, contemporâneo e, acima de tudo, tranquilo. A madeira clara exibida nos armários e o porcelanato usado em várias texturas e situações - até sobre a bancada - conferem atualidade ao espaço. "A cozinha já vinha se transformando, e agora esse movimento se acentuou", explica Lomas. "Hoje ela é destinada ao convívio, aos momentos que serão eternizados. Um lugar para ficarmos em paz".

Tempero da Vida, por Érica Salguero. Créditos: Salvador Cordaro

 

No Shopping Anália Franco, a arquiteta Érica Salguero mostra seu Tempero da Vida. Uma grande tela de TV já diz a que veio: reunir a família no ambiente que se tornou, mais do que nunca, "o coração da casa", de acordo com a arquiteta Érica Salguero. "Como precisaram ficar tanto tempo em casa, as pessoas acabaram cozinhando mais", diz. Em sua cozinha, a tecnologia faz contraponto com os elementos naturais, da horta caseira aos objetos de cerâmica. Sobre a bancada, uma estrutura metálica sustenta livros, plantas e também pode dar lugar aos temperos usados no dia a dia. A madeira reveste o teto e as paredes do contêiner, mostrando como esse material pode, sim, estar em um espaço onde não costumava entrar. "Ele pode dar continuidade à sala e à varanda", ressalta a arquiteta. No piso, a opção foi pelo porcelanato.

Espaço Sagrado, de Claudia Alionis. Créditos: Salvador Cordaro

 

No Shopping Lar Center, Claudia Alionis, mostra o Espaço Sagrado. Um ambiente que expõe como entrar em casa, tem hoje, um novo significado. O hall, onde se depositam casacos e outras peças, havia sido banido das moradias. Mas volta agora, repaginado, exigindo assepsia. "Essa área não serve apenas à higienização do corpo e das mãos, mas também da mente", preconiza a arquiteta Claudia Alionis. Ali, uma cuba foi instalada ampliando o uso desse ambiente, que hoje pede uma atenção maior à higiene. As fotos usadas remetem também à água e à limpeza, dando um status de estar ao espaço. Ao lado do hall, uma copa ganha também novo significado, servindo para que a família se conecte com pessoas de outros lugares (repare na grande tela de TV junto à parede) e também possa lavar suas ervas e verduras, de preferência plantadas em casa. O mármore travertino bruto reveste as paredes do contêiner que convida a um olhar amoroso e repleto de cuidados para os novos tempos.

Caixa de Histórias, por Gustavo Martins. Créditos:Salvador Cordaro

 

Na Praça Panamericana, o arquiteto Gustavo Martins teve uma missão dupla, com sua Caixa de Histórias: a biblioteca ganhará uma segunda vida em uma comunidade carente da cidade, onde crianças de cinco a onze anos poderão desfrutar de um espaço lúdico e prático. Mas, em sua primeira aparição, o espaço traduz "uma nova visão do home office", segundo o arquiteto. "É uma biblioteca de memórias, de lembranças". Madeira, móveis confortáveis e uma grande estante em ziguezague trazem esse clima de aconchego. Ao ser transportada para o destino final, ela levará "histórias do mundo para crianças, em meio a mesas e pufes coloridos". O tapete sai, deixando livre o resistente piso de porcelanato. Para completar, um evento marcará a chegada da biblioteca à comunidade: do lado de fora, todos poderão ver o artista Arnaldo Degasperi em ação, grafitando as paredes externas e trazendo mais cor ao espaço. "O grafite faz parte do cotidiano dessas crianças", explica o arquiteto. "Elas não devem associá-lo a vandalismo, e sim à arte e à cultura".

Cozinha Alimentação Saudável, por Fau+D Mackenzie Acolhe e Rodrigo Loeb. Créditos: Victor Eleutério

 

No Sacolão Freguesia do Ó, na Brasilândia, a Cozinha Alimentação Saudável, de autoria da Fau+D Mackenzie Acolhe e Rodrigo Loeb, é um projeto saído de muitas pranchetas, de professores e alunos trabalhando próximos à liderança comunitária do Tiro ao Pombo, que deu corpo a uma cozinha comunitária no estacionamento do famoso Sacolão do bairro. Terminada a mostra Janelas CASACOR, o contêiner será doado ao bairro e dará início a programação de aulas, palestras e outras atividades voltadas à nutrição e boas práticas culinárias, que terão ali um espaço vivo. Tudo nessa cozinha funciona. "É como se fosse um programa de televisão", compara Rodrigo Mindlin Loeb, coordenador do projeto. Para isso foi pensado também um deck com cobertura de bambu, estrutura que ficou a cargo da Gera Brasil. "É um espaço de cuidado com alimentação, de acolhimento, de encontro comunitário e de festa", resume o arquiteto. O grupo realizador, que reuniu alunos da graduação e pós graduação, além de professores inclui: Ana Carolina Sevzatian Terzian, Ana Clara Trench Fogaça de Almeida de Matheus, Antonio Fabiano Jr., Antonio Vissotto, Celso Aparecido Sampaio, Gabriela de Miranda Papi, Lizete Maria Rubano e Karen Ueda e Rodrigo Mindlin Loeb.

Galeria Fazendinhando, por Ester Carro, Verônica Vacaro e Plantar Ideias. Créditos: Leka Mendes

 

"Esta é uma comunidade bastante envolvida com arte e cultura", conta a arquiteta Ester Carro, que ao lado de Veronica Vacaro levou à frente a ideia de instalar o contêiner, batizado de Galeria Fazendinhando, na entrada do Jardim Colombo, parte do complexo de Paraisópolis, e fazer dele uma galeria de arte. "Situá-lo na entrada traz um senso de coletividade e orgulho aos moradores", afirma Verônica. A produção local de música, artes plásticas e outras formas de expressão nascidas no Jardim Colombo terão um espaço permanente de exposição nessa nova galeria, que será doada à comunidade. O entorno ganhou vida e muita cor no projeto de paisagismo do escritório Plantar Ideias .

Ateliê Sukha, por Gustavo Neves. Créditos:Divulgação

 

No estacionamento do Centro de Cultura Hip Hop, na Cidade Tiradentes, o arquiteto Gustavo Neves traz o Ateliê Sukha, espaço criado para estimular o olhar para a arte nos objetos cotidianos em crianças e pré-adolescentes. "Quero mostrar a eles que em todos os espaços pode existir beleza", diz. Foi assim que um ateliê de arte ocupou o contêiner na Cidade Tiradentes, no jardim do Centro Cultural do Hip Hop, parceiro do arquiteto na empreitada. Com um trabalho de marcenaria que abriga armários, além de cubas, cadeiras empilháveis e bancadas que podem se deslocar, o espaço foi preparado para uma agenda diversificada de atividades em diferentes formas de arte. E fica como doação para a comunidade. A palavra escolhida para batizar o ateliê foi Sukha, que em sânscrito, significa estar em paz consigo mesmo e estar feliz no tempo presente.

DESAFIO JANELAS CASACOR

Uma das grandes atrações do Projeto Janelas CASACOR está agitando o D&D Shopping com o Desafio Janelas CASACOR, no qual, a cada semana, um dos dois contêineres instalados no endereço é completamente transformado. O termo "desafio", não é à toa. Os 6 profissionais escolhidos para participar, encaram a tarefa de executar, em 4 dias, um projeto completo.

Solarium, de Helô Marques. Créditos: Marco Antonio Foto

 

O primeiro ambiente foi entregue pela arquiteta Helô Marques. Batizado de Solarium, foi criado para entender os tempos que estamos vivendo. A profissional foi buscar na História as formas com que a arquitetura lidou com pandemias passadas, encontrando no modernismo brasileiro uma resposta: o design clean, sem emendas, confortável e de fácil manutenção, que torna os ambientes mais inóspitos aos vírus e mais agradáveis de se estar.

Esses conceitos foram personificados na chaise Rio, assinada por Oscar Niemeyer, que se tornou o grande destaque. Outra referência da profissional foi o livro A Montanha Mágica, de Thomas Mann, que conta a história de um jovem no período do pós-modernismo, sua percepção de tempo e a descoberta da vida ao ar livre. A natureza, aqui, aparece no segundo andar do contêiner, em um espaço verde acessado por meio de uma escada helicoidal.

Pé na Areia, pela Instown Arquitetura. Créditos: Ramon Lessa

 

O segundo ambiente do Desafio Janelas CASACOR é uma criação da Intown Arquitetura, que recebe o nome de Pé na Areia. A arquitetura modular - uma constante no trabalho de Hugo Schwartz e Alexandre Gedeon, dupla que comanda o escritório carioca - teve origem nas maneiras pelas quais é possível lidar com espaços enxutos e movimentar módulos sem causar danos a revestimentos e objetos.

O estudo do tema foi essencial na montagem do contêiner "Pé na Areia" que procura representar as mudanças que um espaço pode sofrer no durante e pós pandemia, principalmente por conta dos novos hábitos dos moradores. Aqui, trabalho, moradia e contato com a natureza são retratados, respectivamente, pela mesa de trabalho, pela cama feita de aço e pela areia no piso.

Banheiro do Ceramista, por Marcelo Diniz e Mateus Finzeto. Créditos:Victor Eleutério

 

A dupla Marcelo Diniz e Mateus Finzeto apresenta o Banheiro do Ceramista. O ambiente foi pensado para uma pessoa que, durante o isolamento provocado pela pandemia, encontrou na cerâmica um subterfúgio para externar suas emoções. E adaptou um local inusitado dentro de casa para a nova atividade: o banheiro. "Nosso projeto tem a função de um banheiro tradicional e de um ateliê de cerâmica. Lá estão o torno e uma estante onde as peças secam. É um espaço que dá até para receber", explica Marcelo. A ceramista Rosa Pinczowski, do Estúdio RosaPinc, é a inspiração da sala de banho e são dela também os equipamentos expostos. Porcelanatos em grandes tamanhos trazem a sofisticação do mármore para o ambiente e as louças pretas desenvolvidas por Jader Almeida dão um toque orgânico. O jardim tem assinatura da paisagista Mônica Costa. Como parte do desafio proposto inclui integrar algum elemento do ambiente anterior, no Banheiro do Ceramista os profissionais apostaram na pintura de Marcella Riani (@marcellariani) desenvolvido para o projeto de Hêlo Marques.

Cuccina Essenziale, de Gabriel de Lucca. Créditos: Victor Eleutério

 

Na Cuccina Essenziale, a ilha central é soberana. Gabriel de Lucca apresenta estrutura de design limpo e moderno, que ocupa quase toda a extensão do contêiner, abriga os eletrodomésticos, a cuba e funciona como um espaço de preparo, descontaminação e apoio para refeições rápidas. Uma estante no padrão freijó ajuda na organização de louças e utensílios e ainda traz aconchego à cozinha. Para não tirar o protagonismo dos revestimentos e da marcenaria, as paredes ganharam um tom off-white. Durante a concepção do ambiente, o arquiteto decidiu que a maior parte da montagem deveria acontecer fora do canteiro de obras, com o intuito de minimizar riscos e diminuir o contato entre profissionais. Nessa logística reversa, grande parte dos elementos já chegaram prontos no local, otimizando mão de obra e tempo. Aqui, mais uma vez, a área externa e arte se mantiveram. O profissional manteve no contêiner o grafite do premiado artista urbano Tinho (Walter Nomura ou @tinho23sp) criado para o projeto da Intown Arquitetura.

OUTROS PROJETOS

Nas próximas semanas, será a vez de Arthur Guimarães e Beatriz Quinelato mostrarem seus talentos no Desafio Janelas CASACOR, respectivamente. Para conhecer mais projetos da edição São Paulo e também de outras cidades basta acessar o hotsite: https://janelascasacor.com .


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