MODA: Brechó online é solução para consumo consciente de roupas no Brasil

Plataforma reúne peças de marcas como Zara, Farm, Animale, Chanel e Schutz, por preços acessíveis

Você já parou para analisar quanto do seu guarda-roupa você realmente utiliza? Segundo pesquisa realizada em 2018 pelo Ecommerce ThredUp, as mulheres utilizam em média entre 20 e 30% dos itens do seu closet. Com o objetivo de auxiliar no descarte ou acúmulo de itens, Luanna Toniolo fundou a TROC, plataforma que conecta pessoas que querem vender e comprar roupas, bolsas, sapatos e acessórios usados das melhores marcas e em perfeito estado. O grande diferencial do brechó 100% online é a curadoria feita sobre os produtos e o volume de opções que oferecem - em média quatro mil peças são recebidas por mês. As opções variam para todos os gostos e bolsos, com opções desde fast fashion, premium e luxo.


Hoje, a TROC realiza, por volta de 2.000 pedidos por mês e tem mais de 4.000 "lojinhas" ativas no site - as lojinhas, como são conhecidas, são as páginas onde qualquer pessoa se tornar um vendedor, já passaram pela plataforma nomes como Anitta, Bella Falconi, Flávia Pavanelli, Carol Celico, Dupla Carioca, Gabi Pugliesi e Ticiane Pinheiro. Segundo o CEO, Marcelo Iwakura, o objetivo é tornar a TROC o maior solucionador da moda consciente para o Brasil e para a América Latina.


Para quem quer vender, e mora em Curitiba ou São Paulo, a TROC retira as peças no local indicado sem nenhum custo. Já para as outras regiões do país, é possível enviar por correio também gratuitamente. As peças passam pela curadoria e, se aprovadas, são incluídas na plataforma. "Um dos critérios para avaliação é analisar se você daria de presente para sua melhor amiga. Porque se tem algum defeito, um fio puxado, bolinha ou zíper emperrado, você não aceitaria como um presente para alguém especial", explica Luanna, sobre o processo de seleção dos produtos.


Após aprovação final do valor sugerido pelas especialistas da startup, elas ficam disponíveis para a venda. Quando os itens não passam pela seleção - e os motivos vão desde mal estado, até mofo - , o cliente tem duas opções: pagar pelo frete de devolução ou autorizar a doação. Desta maneira 12% das peças recebidas são destinadas para instituições de caridade.


Luanna é advogada e apaixonada pelo universo da Moda. A ideia de iniciar esse negócio veio após realizar uma especialização em Marketing em Harvard. "Mais do que permitir que todas as usuárias tenham acesso aos produtos que sempre sonharam, a startup tem como objetivo educar as brasileiras para que cada vez mais apostem na economia circular. A nossa alta taxa de recorrência mostra que estamos no caminho certo. Quem conhece a TROC começa a confiar na roupa de segunda mão, entende que essa é uma alternativa e que a roupa usada não é mais um tabu", finaliza.






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