GASTRONOMIA: Agora você pode substituir o amido de milho pela farinha de babaçu

Com receitas de Alex Atala, Bela Gil e Neide Rigo, publicação é parte da campanha Da Floresta para a Merenda!, que levou o babaçu da Terra do Meio para as casas, restaurantes e merenda escolar da região de Altamira (PA). Acesse agora mesmo!
Merendeiras aprovaram as receitas na região de Altamira (PA)

São 16 opções entre vatapás, bolos, pães, tortas, biscoitos e manjares. Pratos doces ou salgados, todos fáceis de preparar e disponíveis de maneira gratuita no livreto Receitas com Farinha de Babaçu, assinado pelo co-fundador do Instituto ATÁ, Alex Atala, pela chef de cozinha natural Bela Gil e pela nutricionista Neide Rigo.

A publicação, realizada pelas associações extrativistas da Terra do Meio (PA) e pelo Instituto Socioambiental (ISA), dá continuidade à campanha Da Floresta para a Merenda! , que levou às escolas municipais da região de Altamira (PA), às margens do rio Xingu, a versatilidade e o valor nutricional da farinha de babaçu.

Francisca das Chagas Araújo e seu filho mais novo, Marlon, trabalham na miniusina na RESEX Rio Iriri

A farinha de babaçu "Vem do Xingu" é beneficiada nas miniusinas multiprodutos da Rede de Cantinas da Terra do Meio, e é fruto do trabalho das comunidades ribeirinhas das Reservas Extrativistas Rio Iriri, Riozinho do Anfrísio e Xingu, dos agricultores do Projeto Sementes da Floresta e do povo Arara da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará.

Desmatamento na bacia do rio Xingu

Nos dois primeiros meses do ano, mais de 8.500 hectares de floresta, o equivalente a 10 milhões de árvores, foram derrubados na bacia do Xingu. O avanço da agropecuária, grilagem e abertura de estradas ilegais explicam esses índices, que superaram em 54% o total desmatado no mesmo período em 2018, quando foram detectados pouco mais de 5 mil hectares.
Tantos as reservas extrativistas como a terra indígena sofrem com o impacto direto da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, com o roubo de madeira e com o desmatamento ilegal. A região foi palco de intensa grilagem entre os anos 1990 e 2000, e a estruturação das cadeias produtivas, como a do coco babaçu, é um importante mecanismo de valorização, manejo e proteção do território por parte das comunidades.
A farinha do coco babaçu hoje está nas merendas de crianças de escolas municipais da região de Altamira (PA) e nas casas de moradores das cidades da região. A entrega de 4,5 toneladas do produto entre 2017 e 2018 para as prefeituras do Médio Xingu fortalece o trabalho de indígenas e ribeirinhos e leva o Selo Origens Brasil® (saiba mais), iniciativa que garante relações comerciais éticas e transparentes entre empresas e comunidades.

Clique para ampliar o mapa.

Para Bela Gil, a farinha de babaçu é "superprática, versátil na cozinha". "Ela substitui muito bem o amido de milho para engrossar caldos e sopas. Dá para fazer mingau, bolos e pães. Enfim, é maravilhosa."
"A farinha de babaçu é um presente da floresta. É um produto limpo, sem agrotóxicos com várias utilizações em doces e salgados. E faz bem para quem produz e para a floresta", disse Alex Atala.
E, segundo Neide Rigo, a farinha de babaçu "é rica em ferro, rica em fibras solúveis, tem taninos, além de fibras e minerais que outros amidos puros não têm."
Assista aos vídeos com as receitas.
https://youtu.be/Eff8UHeNRBs
https://youtu.be/JuBnKyCPk2k

Baixe o livreto 'Receitas com Farinha de Babaçu': https://isa.to/2VwQghm





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