IDADE CONTEMPORÂNEA (Séc. XlX): A Alta-Costura

Em 1857, o inglês Charles Frederick Worth abre a primeira casa de alta-costura, num processo de reelitização, uma reação à considerável democratização da moda trazida pelos progressos da confecção. A principal inovação conceitual de Worth: a partir dele, surge a idéia de sermos vestidos por alguém que tem o poder de decidir por nós o que deve ser usado, o que é bom gosto, o que é elegante, etc. Worth colocou a figura do costureiro no centro da moda e todas as outras profissões - tecelões, chapeleiros, sapateiros, bordadores, etc. - passaram a depender de suas criações e de suas decisões sobre os rumos da moda.


Paralelamente, surgiu para o homem a roupa de trabalho e a figura masculina tornou-se um verdadeiro reflexo de uma sociedade produtiva, passando a ficar cada vez mais sóbrio e a mulher cada vez mais enfeitada.

Os volumes das saias ganharam novas proporções, ficando reta na frente e volumosa e de aspecto circular só na parte de trás.

Os tecidos mais usados eram os de decoração, de cortina e estofados. Nas cinturas ajustavam-se cada vez mais os espartilhos. Chapéus para o dia, sapatos de salto alto e leque.

O contraste entre as modas feminina e masculina desse período foi grande, os homens caminhavam para uma moda prática e as mulheres se utilizavam de laços, babados, rendas, ancas, caudas, chapéus, sombrinhas e uma gama de complementos ornamentais que lhe dificultavam uma vida prática.

Até o surgimento da alta-costura e desde a origem da moda como a compreendemos hoje, os fenômenos de inovação da aparência eram fruto, via de regra, da expressão da vontade dos indivíduos, pertencentes às elites, na busca por diferenciação ou distinção em relação a seus pares.

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